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Racionalização de gelo no cais da Praia preocupa pescadores e peixeiras 15 Agosto 2016

Os pescadores e peixeiras estão insatisfeitos com a racionalização de gelo no cais da Praia, que tem prejudicado o abastecimento dos botes e a conserva do pescado.
O número de botes nas fileiras para abastecimentos de gelo é considerável. O problema reside na fraca produção de gelo devido a avaria das máquinas, reduzindo a capacidade destas de entre três e quatro toneladas. A falta de isca é também outro mal apontado pelos entrevistados do cais de pesca da Praia.

Racionalização de gelo no cais da Praia preocupa pescadores e peixeiras

De acordo com os pescadores entrevistados pelo asemanaonline, o abastecimento de gelo é um dos maiores problemas do cais de pesca da Praia, que se arrasta há quatro anos. E apesar de tentarem fazer alguma melhoria na racionalização do gelo, a insatisfação ainda persiste, porque a quantidade de gelo fornecido é insuficiente.

O pescador João Lopes, avançou ao asemanaonline que há gelo, mas em pequena quantidade que não dá para abastecer os vários os pescadores e peixeiras. O colega Silvino Lopes também afina pelo mesmo diapasão. “Os botes só conseguem abastecer uma vez ou duas por semana”. O pescador acredita que a solução passa pela substituição das máquinas já obsoletas.

“Desde 2012 que sofremos com a falta de gelo e o problema nunca foi resolvido sem falar no preço exorbitante”.
Por causa desse constrangimento, a venda do pescado muitas vezes é incerta. Lesada com a falta de gelo, Guida, peixeira há vários anos, afirma que nem sempre consegue vender todo o pescado no mesmo dia. Daí, diz ela, ser necessário conservar a mercadoria, mas sem gelo - o produto estraga, representando um grande prejuízo para os seus bolsos.

A falta de isca é outro empecilho que tem condicionado a actividade pesqueira no cais. O pescador Manuel Tavares afirma que várias vezes não vai à faina porque não havia isca. Segundo o entrevistado, o problema deve-se à proibição de pesca de “cavalinha” no período de desova, isto desde de Julho de 2015.
Conforme estes homens do mar, o sustento de várias famílias depende exclusivamente do trabalho da pesca e da funcionalidade das máquinas de produção de gelo para conservar o pescado.

“É esse o nosso trabalho, não sabemos fazer outra coisa. Sem gelo e sem isca não podemos ir à faina, não há trabalho nem dinheiro para sustentar as nossas famílias”, pontua Tavares. Diante da situação acima descrita, os pescadores e peixeiras pedem a intervenção das autoridades competentes para resolver o problema no complexo de pesca e assim resolver a situação em causa.

CL

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