SOCIAL

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Recrutamento de professores: Mais de 100 docentes denunciam que foram lançados ao desemprego 28 Julho 2017

«É incompreensível que o Ministério da Educação manda para o desemprego mais de uma centena de professores e abre concurso de recrutamento de novos professores sem experiencia na docência para virem ocupar esses lugares». O SOS foi lançado, neste quinta-feira, em conferência de imprensa, realizado na Praia, por um dos portas vozes do colectivo de mais de 100 professores contratados, que estão dispensados pelo Ministério da Educação a partir do próximo ano lectivo.

Recrutamento de professores: Mais de 100 docentes denunciam que foram lançados ao desemprego

Em comunicado, dizem esses professores que, a partir de 31 deste mês, vão para o desemprego. «Nós somos mais de uma centena de professores que o Ministério da Educação vai colocar, a partir de 31 Julho deste ano, no desemprego e sem alternativa de encontrarmos um novo emprego no próximo ano lectivo, isto tendo em conta que não fomos admitidos ao concurso que vai realizar».

O colectivo questiona os critérios adoptados para o novo concurso lançado, fazendo vários questionamentos sobre o processo de recrutamento de docentes em curso no país. «Perguntamos qual será o nosso futuro uma vez que já temos vários anos nos jardins infantis, nas Câmaras Municipais e fomos recrutados pelo Ministério da Educação para desempenhar funções de docentes no ensino básico por mais de um ano e os nossos lugares foram preenchidos com outros professores e agora encontramos no desemprego com compromissos familiares, bancários por resolver».

Os despedidos dizem que estavam esperançados que neste ano lectivo seriam colocados definitivamente no sistema educativo nacional público, porque foram prometidos isso pelo próprio Ministério da Educação. «Por outro lado, estávamos esperançados com as promessas desse Governo em aumentar o emprego e as felicidades para todos. Mas o que estamos a assistir é o desemprego maciço e mais infelicidades às famílias cabo-verdianas».

Face a esta situação que consideram ser injusta, os representantes do grupo dos 100 docentes apelam ao Governo e às demais instituições da República para lhes ajudar a encontrar uma solução para esse «problema de afronta» a que foram colocados. «Porque senão, a única alternativa que nos resta é passar fome até morrer junto com as nossas famílias», alertam.

O documento a que este jornal teve acesso lembra também que, como manda a lei, todo o trabalhador tem direito a férias seja qual for o vínculo laboral. «Por isso, aguardamos que o Ministério da Educação cumpra escrupulosamente a lei, isto é que nos pague as referidas férias», exigem os docentes despedidos.

Entretanto, em comunicado emitido, hoje (27), o Governo informou que assumiu com os professores e as suas respectivas organizações sindicais um cronograma para a resolução de todas as pendências existentes desde o ano 2008 – enumerou várias que foram já resolvidas. Mas não disse nada sobre a reivindicação em causa – recrutamento de novos docentes e dispensa de mais de 100 contratados que se encontravam no sistema educativo público no ano lectivo findo.

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau