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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Rede de tráfico humano para União Europeia investigada em Cabo Verde:Operação com juiz, procurador e inspectores da PJ portuguesa 02 Agosto 2016

Uma suposta rede de tráfico de pessoas para a União Europeia, a operar a partir de Cabo Verde, está a ser investigada por autoridades portuguesas lideradas por dois magistrados, com o auxílio da Polícia Judiciária cabo-verdiana. Um Juiz, um Procurador da República, acompanhados de inspectores da PJ portuguesa, já estiveram na ilha de Santiago, onde interrogaram e fizeram buscas domiciliárias a suspeitos residentes em Santa Catarina e na cidade da Praia, com base numa carta rogatória enviada à Procuradoria-Geral da República pelo Ministério Público luso.

Rede de tráfico humano para União Europeia investigada em Cabo Verde:Operação com juiz, procurador e inspectores da PJ portuguesa

Durante as buscas, vários documentos foram apreendidos - entre os quais formulários falsos de pedidos de vistos e de nacionalidade - e podem servir de prova do envolvimento dessas pessoas num alegado esquema de emissão fraudulenta de vistos de entrada em Portugal, com recurso à falsificação de documentos.

Apesar da investida da equipa de investigadores portugueses, que permaneceu cerca de uma semana na ilha de Santiago, ninguém ainda foi preso ou constituído arguido, conforme soube este semanário. Toda a operação, segundo fonte fidedigna, foi acompanhada pela Polícia Judiciária cabo-verdiana, por ordens da Procuradoria-Geral da República. Porém, a informação não foi confirmada nem desmentida por essas duas entidades. Abordados telefonicamente, Patrício Varela (PJ) e Óscar Tavares (PGR), evitaram comentar o caso. Varela alegou que o assunto, “a existir”, só poderia ser confirmado pela Procuradoria-Geral, enquanto que Tavares frisou que a PGR costuma receber cartas rogatórias de vários países e que, num processo do género, só o Ministério Público português poderia passar dados à imprensa.
Por aquilo que as nossas fontes deixam perceber, esta operação poderá revelar o envolvimento de “pessoas importantes” no alegado esquema, tanto em Cabo Verde como em Portugal. A confirmar as suspeitas, determinados serviços podem ver os seus nomes igualmente implicados nesse escândalo. Daí a preocupação das autoridades portuguesas e cabo-verdianas de trabalhar juntos e com o máximo de sigilo na investigação do processo. A Semana promete continuar a acompanhar este caso e trazer dados mais concretos nas próximas edições.

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