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Relatório Global de Competitividade: Cabo Verde continua no top 10 do grupo de países da África subsariana 27 Setembro 2017

O Relatório Global de Competitividade (The Global Competitiveness Report) do ano 2017-2018 pelo World Economic Forum (WEF) revelou, segundo uma nota de Iniove.cv remetida a este jornal, que Cabo Verde manteve-se na 110ª posição, com um score de 3,8 e continuando no top 10 do grupo dos países da África subsariana.

Relatório Global de Competitividade: Cabo Verde continua no top 10 do grupo de países da África subsariana

O documento faz questão de realçar que o relatório é uma avaliação anual de factores que promovem a produtividade de países dos cinco continentes e em estágios diversos de desenvolvimento económico.

Conforme precisa, o Índice de Competitividade Global (ICG) divulgado hoje, 27 de Setembro, pelo WEF, indica que Cabo Verde registou um score de 3.8 (uma avaliação positiva, na escala de 1-7), e manteve-se na 110ª posição do ranking ICG 2017-2018.

Quanto aos diferentes pilares que compõem o ICG, revela que Cabo Verde registou melhorias no ranking dos pilares: “Instituições Públicas” (65º), “Ambiente Macroeconómico” (100º) “Eficiência do Mercado de Trabalho” (115º) e “Dimensão do Mercado” (134º), enquanto nos restantes pilares registou perdas de posição no ranking, com excepção do pilar “Inovação e Sofisticação” (98º) em que manteve a posição anterior.

No contexto do grupo dos países da África subsariana, diz o documento que Cabo Verde permanece no top 10 (10º lugar), no qual as Ilhas Maurícias (45º), Ruanda (58º), África do Sul (61º) e Botsuana (63º) lideram com larga vantagem. Alerta que, em geral, a África ainda está a ser penalizada pelo seu ambiente macroeconómico.
Segundo a mesma nota da inove.cv, entre os países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) avaliados nesta edição, Portugal lidera o grupo da CPLP, estando no ranking global na 42ª posição, o Brasil na 80ª, Cabo Verde na 110ª e Moçambique na 136ª posição.

Resultados Globais: Suíça é líder mundial

No que diz respeito aos resultados globais, o ICG do relatório constata que a Suíça é, pelo nono ano consecutivo, a economia mais competitiva do mundo, seguida de perto pelos Estados Unidos e Singapura.

A fazer fé na mesma fonte, outras economias do G20 no Top 10 são a Alemanha (5), o Reino Unido (8) e o Japão. A China é a mais bem colocada no ranking entre o grupo de grandes mercados emergentes, o BRICS, subindo para a posição 27ª.
De acordo ainda com o Relatório de Competitividade Global 2017-2018, após 10 anos da crise financeira global, as perspetivas para uma recuperação económica sustentável mantêm-se em risco devido à falha generalizada de líderes e políticos de colocar em prática reformas necessárias para sustentar a competitividade e provocar os necessários aumentos de produtividade.

Economia mundial em declínio

Com base em dados dos últimos 10 anos, o relatório destaca, em particular, o sistema financeiro como uma área de grande preocupação, em que os níveis de “estabilidade” ainda não se recuperaram do colapso de 2007 e, em algumas partes do mundo, continuam em declínio. Essa é uma preocupação central devido ao importante papel que o sistema financeiro precisará ter para facilitar o investimento em inovação, relacionado à Quarta Revolução Industrial.

A outra descoberta-chave é que a competitividade está reforçada, não enfraquecida, pela combinação dos graus de flexibilidade dentro da força de trabalho com a protecção adequada dos direitos dos trabalhadores. Com um vasto número de trabalhos configurados para desaparecerem como resultado da automação e da robotização, criar condições que possam aguentar o choque económico e auxiliar os trabalhadores durante períodos de transição será vital.

De acordo ainda com o comunicado da inove.cv, os dados do ICG também sugerem que a razão pela qual a inovação frequentemente falha em impulsionar a produtividade é o desequilíbrio entre investimentos em tecnologia e esforços para promover a sua adopção na economia em geral.

“A competitividade global será cada vez mais definida pela capacidade de inovação de um país. Os talentos se tornarão cada vez mais importantes do que o capital e, portanto, o mundo está passando da era do capitalismo para a era do “talentismo”. Países que se preparam para a Quarta Revolução Industrial e, ao mesmo tempo, fortalecem os seus sistemas políticos, económico e social, serão os vencedores da corrida competitiva do futuro”, afirmou o Fundador e Presidente Executivo do Fórum Económico Mundial, Klaus Schwab.

WEF e indicadores gerais

“Os países devem estabelecer um ambiente que permita a cidadãos e empresas criarem, desenvolverem e implantarem novas ideias que os permitirão progredir e crescer. O Relatório de Competitividade Global nos ajuda a entender os impulsionadores de inovação e crescimento e essa edição vem em um momento em que aumentar a habilidade de países em adoptar inovação é fundamental para alcançar crescimento amplo e progresso económico”, disse o professor de Economia da Universidade de Columbia, Xavier Sala-i-Martin.

É de salientar que o ranking do Relatório de Competitividade Global baseia-se no Índice de Competitividade Global (ICG), estabelecido pelo Fórum Económico Mundial em 2005. Definindo competitividade como um conjunto de instituições, políticas e factores que determinam o nível de produtividade de um país, o ICG é calculado pela união de dados nacionais em doze categorias – os pilares da competitividade – que, reunidos, formam uma imagem abrangente da competitividade do país. Os doze pilares são: instituições, infra-estrutura, ambiente macroeconómico, saúde e educação básica, educação superior e formação, eficiência do mercado de produtos, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, prontidão tecnológica, tamanho-dimensão do mercado, sofisticação empresarial e inovação.

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