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Remodelação do Governo depois do Estado da Nação: Entre decepção e esperança para dias melhores 10 Julho 2017

Com a manifestação de Mindelo que juntou mais de 5 mil pessoas contra a política centralista da Capital, o Primeiro – Ministro Ulisses Correia e Silva - está a ser desafiado a proceder a uma remodelação governamental o mais rápido possível. A fazer fé em dirigentes e deputados do MpD, a mudança governamental deve acontecer logo depois do debate sobre o Estado da Nação, que acontece no final deste mês de Junho. Tudo com o fito de subir a auto-estima deste povo, que dá sinais de estar decepcionado com a actual governação, mas que nunca perde esperança para dias melhores.

Remodelação do Governo depois do Estado da Nação: Entre decepção e esperança para dias melhores

Para os críticos internos, é preciso o actual poder – governo principalmente- tirar as devidas ilações da manifestação do Mindelo. É que, segundo analisam, se o povo saiu à rua para manifestar-se, é porque algo não vai bem, advertem as mesmas fontes.

Pelo que se ouviu durante os protestos de S.Vicente, a caminho de dois anos da governação do MpD ainda não se conhece algumas das soluções prometidas durante a campanha eleitoral. Como consequência, «o povo está sem auto-estima e stressado». Daí - alertam alguns cidadãos - a grande decepção do povo em relação
ao actual governo – o descontentamento é generalizado e visível em todo o país.

Diante destes sinais da sociedade, independentes e vozes críticas do partido defendem ser urgente o PM proceder a uma remodelação governamental – não ajuste com a criação de apenas alguns postos de Secretário de Estado para reforçar o actual governo enxuto. Um dirigente ventoinha no Mindelo defende que tem de ser uma remodelação governamental a mais ampla possível, em que se deve substituir titulares com desempenho fraco, com destaque para os de áreas sensíveis importantes como a Economia (José Gonçalves), Cultura com comunicação Social (Abraão Vicente), Educação (Maritza Rosabal Peña), Administração Interna (Paulo Rocha),Saúde e Segurança Social (Arlindo do Rosário), Agricultura e Ambiente (Gilberto Silva), Infra-estrutura, Transporte e Ordenamento do Território (Eunice Silva), entre outros. Tudo, segundo a mesma fonte, com o fito de dar um novo impulso à governação do país, com foco em resolver as principais reivindicações dos cidadãos – será impossível cumprir todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Para analistas atentos, Ulisses Correia e Silva precisa - se não quer perder mais credibilidade que está já abalada - de ouvir as sugestões das bases do MpD e de cidadãos em geral e não ficar como o ex-Primeiro Ministro José Maria Neves, que apesar das fortes críticas dos militantes sobre reivindicações das ilhas – principalmente S.Vicente e Fogo - não mexeu no seu último governo constituído sobretudo por tecnocratas – membros sem peso político – o que acabou por repercutir na governação geral do país e a consequente derrota do PAICV nas últimas eleições gerais. Vamos agora esperar para ver o que Ulisses Correia e Silva irá fazer para, diante dos sinais dado pela sociedade, ajustar o seu executivo ao actual contexto político que se vive em Cabo Verde.

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