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Repartições das Finanças: Mudanças «sem djobe pa lado» a caminho 03 Janeiro 2017

O Governo, através do Ministério das Finanças, tem já na forja um plano para uma reestruturação geral das Repartições das Finanças (RF) de Cabo Verde. Para alguns técnicos do MF, vai ser, salvo raras excepções, mais uma vaga de partidarização «sem djobe pa lado» da administração pública, tal como aconteceu com as primeiras mexidas feitas, após as legislativas de Março do ano passado, nos vários serviços públicos, nas empresas de capitais públicos ou mistos, nos institutos e serviços autónomos do Estado.

Repartições das Finanças: Mudanças «sem djobe pa lado» a caminho

Os serviços dependentes do Ministério das Finanças – Alfândegas, Direcção Geral de Contribuições e Impostos e Repartições das Finanças nos 22 concelhos do país – vão conhecer, dentro em breve, a primeira mudança geral depois da subida do MpD ao poder no ano passado.

«Vai haver mexidas gerais, tanto nas chefias centrais e concelhias das Alfândegas de Cabo Verde como na Direcção Geral de Contribuições e Impostos. Sabe-se inclusive que muitos dos actuais responsáveis das Repetições de Finanças – alguns estão já informados - vão ser substituídos», revela a este jornal um quadro do sector, que pediu anonimato para evitar eventuais represálias.

Para a mesma fonte, salvo raras excepções, será mais uma vaga de partidarização «sem djobe pa lado» da administração pública, em que« vai-se recrutar sobretudo os boys do MpD». Isto tal como aconteceu com as primeiras mexidas feitas após as legislativas de Março de 2016 nos vários serviços públicos, empresas de capitais públicos ou mistos, institutos e serviços autónomos do Estado.

«Ainda assim, espero que essas mudanças venham sobretudo a tirar as Repartições das Finanças do laxismo em que se encontram. É que, diante das promessas de acabar ou baixar impostos feitas durante a campanha pelo partido no poder, os técnicos das RF alegam estar sem moral para exigir e cobrar impostos, principalmente os dos grandes empresários, que têm mais contribuições para pagar ao Estado de Cabo Verde», revela a fonte que vimos citando.

Alerta o interlocutor deste jornal que é por isso que se regista uma grande queda na cobrança de receitas do Estado, com destaque para a Repartição de S.Vicente, que se encontra numa curva decrescente em termos de arrecadação de receitas nos últimos anos.

Diante das apostas do Novo Orçamento Geral do Estado, espera-se, porém, que o ministra das Finanças, Olavo Correia, venha a dinamizar as medidas anunciadas para consolidar o sistema orçamental aumentar a cobrança das receitas e dinamizar assim os serviços que integram a Direcção Nacional das Receitas do Estado – Alfândegas, Direcção Geral de Contribuições e Impostos.

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