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Ritmo de crescimento económico continua a abrandar 22 Outubro 2014

O ritmo de crescimento económico continua a abrandar, indica o Instituto Nacional de Estatística no diagnóstico de conjuntura às empresas referente ao 3º trimestre. O documento revela ainda que o indicador de clima evoluiu negativamente em comparação com mesmo período de 2013 e a conjuntura é desfavorável. O inquérito mostra a apreciações dos empresários da construção, comércio em estabelecimento, turismo, indústria transformadora , transportes e serviços auxiliares.

Ritmo de crescimento económico continua a abrandar

No sector da indústria transformadora, o indicador de confiança manteve a tendência ascendente, registando o valor mais alto dos últimos 15 trimestres consecutivos. O indicador teve evolução positiva em comparação com o mesmo período do ano passado. As principais dificuldades relatadas pelos empresários foram falta de água, energia, matérias-primas, recursos financeiros, mão-de-obra especializada e avarias mecânicas frequente nos equipamentos.

Os empresários ligados aos transportes e serviços auxiliares contrariaram a tendência ascendente do último trimestre, com o indicador a registar o valor mais baixo dos três últimos trimestres consecutivos. Apesar disso, o indicador evoluiu positivamente, em parte devido as perspectivas de actividades face ao período homólogo. Limitaram as actividades deste sector a insuficiente procura e a concorrência. Os empresários relataram ainda dificuldades para obter crédito bancário e excesso burocracia e regulamentações.

No turismo, o indicador manteve a tendência descendente e evoluiu desfavoravelmente face ao trimestre homólogo. As actividades foram afectadas pelo excesso de burocracia e regulamentações estatais, mas também pelo elevado preço de venda. O sector sofreu ainda devido a insuficiente procura e a dificuldades financeiras. Em situação contrária está o sector da construção e obras públicas que manteve a tendência ascendente, apesar da insuficiente procura e do elevado nível das taxas de juros. Os empresários foram ainda confrontados com falta de créditos bancários, falta de materiais e muita burocracia.

Menos animado esteve o sector do comércio em estabelecimento. A conjuntura neste sector é desfavorável e o indicador evolui negativamente face ao período homólogo. O comércio foi confrontado com insuficiente procura, falta de recursos, excesso de burocracia e dificuldades para encontrar pessoal com formação apropriada e ruptura de stock. Também o turismo residencial está mal, com o indicador a situar-se abaixo da média de série. Os empresários do sector relatam insuficiente procura, dificuldade de acesso ao crédito, dificuldades financeiras, impostos excessivo e muita burocracia.

Já o comércio em feira registou alguma dinâmica, tendo o indicador registado o valor mais alto dos últimos três trimestres consecutivos. A conjuntura no sector é favorável, mas o indicador evoluiu negativamente face ao mesmo período do ano 2013.

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