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S.Vicente com a pior Câmara de Sempre: Líder local do PAICV denuncia pagamento de dívidas de campanha com bens municipais 05 Agosto 2017

O presidente da Comissão Política Regional do PAICV (CPR) no Mindelo convocou, hoje, a imprensa, para denunciar aquilo que considera ser «a má gestão de bens municipais, que tem sido a marca da actual Câmara – a pior de todos os tempos de S.Vicente - liderada por Augusto Neves». Alcides Graça foi mais longe, ao acusar o acutal executivo de pagar de dívidas de campanha com terrenos municipais, exemplificando suspeitas de só uma empresa local ter beneficiado de 19.000 m2 de terrenos. Isto sem contar com a entrega dos estaleiros do carnaval a supostos apoiantes de «Gust» na última campanha eleitoral.

S.Vicente com a pior Câmara de Sempre: Líder local do PAICV denuncia pagamento de dívidas de campanha com bens municipais

Estas declarações do dirigente tambarina enquadram-se no balanço do primeiro ano da governação da actual equipa camarária da ilha. Uma gestão que Alcides Graça considerou ser má e com resultados negativos para os são-vicentinos. «Regista-se uma má gestão dos bens públicos municipais, que tem sido a imagem de marca desta Câmara liderada por Augusto Neves. A permuta entre a infra-estrutura da Academia Carlos Alhinho e o descampado Basket, é um exemplo de má gestão intencional, com claro prejuízo para município, apenas para saldar dívidas de campanha».

Alcides Graça denuncia anda que o mesmo acontece com mais um lote de terreno de 19.000 m2 alegadamente cedido à uma empresa local, bem como a entrega dos estaleiros de Carnaval a uma outra pessoa que supostamente apoiou a campanha do edil Augusto Neves à Câmara . «Um outro exemplo da má gestão dos bens públicos municipais é o pagamento das dívidas da Câmara com terrenos e outros bens municipais – um exemplo é o pagamento da dívida à uma empresa de construção civil com 19.000 m2 em Santa Filomena. Outro é o pagamento de dívidas com a entrega dos estaleiros do carnaval», lê-se no comunicado a que o Asemanaonline teve acesso.

Para o líder regional do PAICV, o presidente da Câmara de S.Vicente, Augusto Neves, transformou este concelho num município à sua imagem: apagado, complexado, sem dinamismo e sem qualquer capacidade competitiva; sem visão, sem estratégia a médio e longo prazos.

Município à margem e responsabilidades

«Este senhor teve a habilidade de colocar a Câmara de São Vicente no grupo dos municípios menos avançados de Cabo Verde. E já não tem o conforto da desculpa de revanchismo do Governo Central, que agora é do seu Partido, que tantas vezes serviu de escape para esconder a sua quota a parte de responsabilidade na situação em que São Vicente se encontra. Por isso, está de boca calada e assim vai continuar enquanto o seu Partido estiver a governar este país», diz o documento que vimos citando.

Diante de tudo isto, Alcides Graça considera que o Edil Augusto Neves e a sua equipa são os principais responsáveis pela situação difícil por que passa S.Vicente neste momento. «Esta Câmara não tem diplomacia económica para conseguir financiamento da cooperação internacional e nem capacidade técnica para concepção de bons projectos, financiáveis pelo Governo? No mandato anterior, de forma conveniente, justificava-se todos os males desta ilha com a perseguição do Governo central. Mudou o Governo, que até é do mesmo Partido, e a situação continua. O que quer dizer que a responsabilidade pela situação de São Vicente não é apenas do Governo Central. O Governo local tem grandes responsabilidades, senão a maior responsabilidade na situação desta ilha».

Referindo-se à protecção civil, Graça critica que ainda não se conhece o plano de emergência municipal para a época das chuvas que se avizinha. «Estamos em período de chuvas e sabemos que, apesar de ser bem-vindo e de trazer muitos benefícios para o nosso país, traz também constrangimentos. Onde está o plano de emergência municipal? As zonas críticas mereceram uma atenção preventiva da protecção civil. Se acontecer uma desgraça, salvo seja, quem se responsabilizará? », questiona o presidente da CPR do PAICV.

Clima de terror e perseguição de funcionários

Alcides Graça denuncia, por outro lado, o clima de terror que se vive nos serviços municipais. «Instalou-se um clima de terror e de perseguição na Câmara Municipal, com ameaças permanentes de instalação de processos disciplinares ilegais, que terminam muitas vezes com sanções absurdas. Tudo para intimidar os funcionários, que hoje têm medo de abrir a boca na Câmara».

O dirigente tamabarina acrescenta que o mesmo se passa no corpo dos Bombeiros Municipais, onde os seus integrantes estão proibidos de falar, sob ameaça de processos disciplinares, que terminam invariavelmente com sanções absurdas. «As vezes até contra a proposta de encerramento do processo pelo instrutor do mesmo. Encontrei um quartel abandonado à sua sorte, sem meios e equipamentos para responder para as demandas dos munícipes. Sobretudo nesta época da chuva que são muito solicitados. Por exemplo nem uma moto-bomba tem para o escoamento de águas pluviais», refere o comunicado.

Tendo em conta o quadro descrito, Alcides Graça conclui que a ilha está diante da pior equipa camarária que S.Vicente já teve até agora. «Posto isto, não tenho dúvidas de que estamos diante da pior equipa camarária de todos os tempos na história do municipalismo em São Vicente. Temos um presidente muito fraco, com uma equipa de vereadores que se comportam mais como funcionários do presidente, autênticos meninos de recado», pontua Graça, revelando que um desses eleitos, devidamente instruído pelo Presidente, tentou censurar a visita do Grupo Político do PAICV, impondo a sua presença nas visitas aos bombeiros e à biblioteca municipal, com clara intenção de intimidar os bombeiros e os funcionários da biblioteca, cuja instalação se encontra abandonada à sua sorte.

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