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SISCAP convoca protestos de rua e greve-geral na Electra 22 Dezembro 2016

Protestos de rua e grave geral são as formas de luta que os trabalhadores da Electra, representados através do SISCAP, acabaram de adoptar para fazer valer os seus direitos. Em causa está um pacote de reivindicações, com destaque para o aumento salarial e o processo alegadamente pouco claro sobre a passagem da distribuição de água e saneamento para a recém criada Empresa Intermunicipal Águas de Santiago.

SISCAP convoca protestos de rua  e greve-geral na Electra

O secretário paramente do Sindicado de Industria, Serviços, Agricultura e Pesca anuncia que a primeira jornada de luta começa ainda neste mês, com uma manifestação de protesto, na próxima quarta-feira, frente à sede da Empresa Nacional de Electricidade e Água, na cidade da Praia. « Vamos realizar, no próximo dia 28 de Dezembro, às 16H30, uma manifestação de protesto, com concentração à frente da Sede da Electra, na Camboa. Vamos protestar contra o secretismo mantido em relação ao processo de desafetação da Electra das actividades de distribuição de água e saneamento, que passam a estar sob a responsabilidade da Empresa Intermunicipal “Águas de Santiago”, anuncia Joaquim Tavares.

É que, segundo alega Tavares, os 74 trabalhadores da Electra afectos a este sector de actividade querem ter toda a informação sobre o seu futuro e não aceitarão qualquer medida unilateral na área que lese os seus direitos.

A organização representativa dos trabalhadores anuncia ainda também que vai partir, entre 11 e 12 de Janeiro, para uma greve geral, isto caso a Electra não se comprometa a resolver uma série de outras revindicações dos seus associados. « A greve abrangerá todos os trabalhadores associados na Ilha de Santiago e nas outras Ilhas como Fogo, Brava e Maio. Espera-se haver um forte engajamento dos demais sindicatos na sua preparação e realização», apela o SISCAP.

O secretário paramente da organização faz questão de realçar que a greve é a forma que encontrou para obrigar a empresa em resolver um pacote de problemas pendentes. Um deles é actualizar os salários congelados desde 2011. Mas há ainda as exigências para a Electra respeitar o Acordo Colectivo de Trabalho em relação à conversão de contratos a prazo em contratos de duração indeterminada. Isto sem contar a postura da empresa em descriminar os trabalhadores no concernente à atribuição do subsídio de férias, bem como de recusar o ingresso automático em escalão de enquadramento superior os trabalhadores que obtenham a escolaridade exigida para o escalão.

«Tudo isso acontece depois de decorridos cinco anos sem qualquer melhoria salarial e num profundo comprometimento dos trabalhadores em aguardarem a melhoria da situação económica e financeira da empresa. Devemos dizer que, felizmente, a Electra vem tendo resultados líquidos positivos desde de 2014, conforme as contas de 2014 e de 2015», avança Joaquim Tavares.

O sindicalista diz, no entanto, que o SISCAP sempre defende que o diálogo é a forma mais adequada para se resolver o problema. « Está disponível para o diálogo e espera ser chamado pela empresa tão breve quanto possível para evitar que os trabalhadores tenham que fazer o uso do seu último recurso legal – manifestação e greve - para a busca de satisfação pelas justas reivindicações em pauta», avisa o responsável máximo do SISCAP.


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