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Caso de recém-nascido enterrado vivo por duas vezes no Sal: Mãe fica em prisão preventiva por homicídio agravado 17 Novembro 2017

O Tribunal do Sal ordenou prisão preventiva de uma jovem de 22 anos, que, após abortar o filho de nove meses de gestação, lhe terá morto após o enterrar por duas vezes numa praia na Palmeira. A suposta assassina, que já está na cadeia desde esta quinta-feira,16, está indiciada de homicídio agravado e de ainda ter ocultado o cadáver do bebé. Um acto com laivos de crueldade que chocou aquela ilha.

 Caso de recém-nascido enterrado vivo por duas vezes no Sal:  Mãe fica em prisão preventiva por homicídio agravado

Este crime bárbaro aconteceu na segunda-feira, 13. Fontes da Polícia revelaram ao Asemanaonline a jovem, de nome Neidi, naquele dia foi até à beira mar, na Palmeira, onde, após abortar o bebé, lhe terá enterrado na areia.

Após aparecer sem a “barriga”, informam ainda as nossas fontes, um amigo da jovem estranhou o facto por isso esta foi mostrar-lhe onde ela teria enterrado o recém-nascido. Ao desenterrar o bebé, o amigo comoveu-se, pois, o cordão umbilical estava ligado à placenta, logo ainda respirava – estava vivo.

Porém, segundo a Polícia, a Neidi não se conformou com a atitude do amigo em salvar o bebé e chantageou-o dizendo que caso ele levasse a criança para o hospital ela se suicidava. Sem saída, o jovem foi obrigado a devolver o bebé que minutos depois foi novamente enterrado vivo pela suposta assassina. E desta vez, o recém-nascido não resistiu e morreu.

A Polícia Judiciária foi acionada e, juntamente com as autoridades de saúde, fizeram o levantamento do corpo que ainda está por ser autopsiado. A PJ e o Ministério Público agiram rápidos e a suposta homicida da criança foi detida esta quarta-feira,14. Depois de a ouvir em primeiro interrogatório esta quinta-feira,16, o juiz mandou-a directo para a cadeia onde vai esperar o desenrolar do processo. Ficou em prisão preventiva.

Conforme as fontes da Polícia, ao que tudo aponta a mulher terá provocado o aborto pois dias antes ter-se-á desentendido com o namorado que negava de pés-juntos ser o pai do bebé. A comunidade de Palmeira está chocada com tamanha crueldade dessa jovem que , a todo o custo, privou a criança de um Direito que lhe assiste – o Direito à vida.

A mulher de 22 anos é natural de São Vicente e residia na Palmeira, Sal.

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