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Santa Catariana de Santiago: Autoridades surpreendidas com a fábrica clandestina de detergentes na zona de Cutelo 20 Setembro 2017

Está a dar que falar em Santa Catarina de Santiago, a descoberta de uma fábrica clandestina de produção de detergentes (teepol),na localidade de Cutelo. As autoridades municipais, policiais, já estão a apurar as responsabilidades junto dos presumíveis proprietários do empreendimento, que vinha funcionando sem licença, cometendo assim, o crime de fuga ao fisco. Os donos informaram, no entanto, que estavam apenas na fase experimental para o lançamento dos produtos.

Santa Catariana de Santiago: Autoridades surpreendidas com a fábrica clandestina  de detergentes na zona de Cutelo

O caso está a ser tema de conversa entre os residentes da cidade de Assomada. Segundo esclarece a Câmara Municipal, a denúncia partiu de hiacistas que fazem o trajecto Assomada-Tarrafal, tendo do imediato o Vereador da Segurança e Protecção Civil accionado os meios da Fiscalização Municipal e da Polícia Nacional.

Chegados ao local, estes responsáveis verificaram uma situação de derrame de detergente para loiça (“Tipol”) na via pública, em Cutelo, junto à Farmácia Camacho. «Accionados, de imediato, os meios da Fiscalização Municipal e da Polícia Nacional, o Vereador da Segurança e Proteção Civil, Emanuel Carvalhal, dirigiu-se ao local, tendo sido detectada, no interior de uma garagem, uma fábrica clandestina de produção de detergentes», lê-se numa nota da autarquia.

Segundo a mesma fonte, identificados os proprietários, veio a apurar-se não existir qualquer licença para o exercício dessa atividade, pelo que foi levantado um auto de ocorrência e accionados os meios para a cobrança de multa.

Fuga ao fisco e Tribunal

Tendo em conta a ilegalidade em causa, o Vereador da Segurança e Protecção Civil já comunicou a ocorrência à Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE). “Somos inflexíveis quando se trata da segurança e saúde pública, pelo que a nossa política é de tolerância zero”, disse Emanuel Carvalhal, citado pelo portal Comunicação da Câmara.

Tudo indica que esta fábrica de detergentes vinha funcionada de forma clandestina há já algum tempo. « Há fortes indícios de que esta actividade ilícita ocorra desde há algum tempo, apesar de os proprietários dizerem que estavam em fase experimental”, admite o vereador.

É que, segundo Emanuel Carvalhal, “foram ainda encontradas várias embalagens deste produto, que sabemos já ter entrado no circuito comercial no concelho”, denunciou o vereador.

O caso segue agora para as entidades responsáveis da área – Câmara, Inspecção de Actividades Económicas, Ministério da Saúde. Caso venha acontecer a intervenção da Ministério Público, os donos correm-se o risco de parar às barras do Tribunal, por cometerem crimes vários, como a falta de licenciamento e autorização do investimento em causa, bem com a fuga ao fisco.

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