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Santiago Sul: PAICV preocupado com a penúria de água e vê a situação como um retrocesso da região 07 Fevereiro 2018

A situação de penúria de água na região de Santiago Sul (S. Domingos, Ribeira Grande de Santiago e Praia) é preocupante, com várias localidades sem receber esse preciso líquido nas suas torneiras há mais de um mês. Uma situação que o PAICV considera crítica e que tem deixado a população, indignada e em desespero.

Santiago Sul: PAICV preocupado com a penúria de água e vê a situação como um retrocesso da região

Confrontados com esta realidade, a oposição e Santiago Sul aponta o dedo às autoridades - Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), Electra, Câmara Municipal da Praia - por não terem imprimido esforços maiores na gestão eficiente, transparente e orientada para o cidadão, garantido a distribuição do precioso liquido na região metropolitana da Capital cabo-verdiana.

“As autoridades competentes mantêm-se mudo, caldo e têm deixado a população à sua sorte, simbolizando um claro desrespeito para com a mesma, quando têm o dever de servir, porquanto a nossa Constituição da República estabelece o direito dos consumidores à qualidade dos bens e serviços consumidos e à adequada informação”, critica Carlos Tavares, Presidente da CPR de Santiago Sul do maior partido da oposição.

Tavares vê a situação como um retrocesso no desenvolvimento local, ressaltando que a água é um elemento essencial para a qualidade de vida das pessoas- precisam dela para as suas necessidades básicas e o desenvolvimento das suas actividades económicas.

“A penúria de água que se vive na Região de Santiago Sul (S. Domingos, Ribeira Grande de Santiago e Praia) é preocupante, com várias localidades sem receber esse preciso líquido nas suas torneiras há mais de 20 ou 30 dias, havendo mesmo casos de bairros com graves problemas de escassez de água há mais de dois meses. Aliás, a Organização das Nações Unidas (ONU) consagrou o direito de todos terem acesso a água potável em quantidade e qualidade suficientes para as necessidades essenciais”, sublinha o jovem político.

Embora exista uma entidade responsável pela gestão da água na comunidade (ADS), o PAICV mostra que a empresa, para além reduzir a disponibilidade de água para consumo humano a um nível insuficiente, tem aumentado o seu preço, numa perspectiva “puramente comercial, de obtenção de lucros e receitas, em detrimento de qualidade do serviço prestado e de contrapartidas sociais com impactos concretos na vida das pessoas”.

Para o partido tambarina, tudo isso faz parte de um pacote de empobrecimento generalizado que se vive nos últimos tempos em Cabo Verde, “com aumento de bens básicos, remetendo as famílias à uma vivência difícil, tendencialmente a tornar a sociedade mais injusta e desigual, adentro de uma perspectiva que assinala submeter serviços essenciais, à lógica do mercado, desprezando o princípio da comunidade de interesse, a razoabilidade e a solidariedade social”.

Diante disso, o PAICV na região de Santiago Sul exorta às autoridades competentes, com destaque para o Governoa estarem mais atentas à demanda da população, e a intervirem no sentido de melhorar a acessibilidade física do serviço, a disponibilidade e a qualidade, da água.

Celso Lobo

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