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Santo Antão: Cheias continuam a isolar populações no concelho da Ribeira Grande 30 Agosto 2017

Santo Antão: Cheias continuam a isolar populações no concelho da Ribeira Grande

Com a queda das primeiras chuvas e outras a caminho, por muito tempo, as cheias vão continuar a condicionar a vida dos munícipes do vale da Ribeira Grande de Santo Antão, cortando o acesso de várias localidades à cidade da Ribeira Grande, sobretudo nos momentos de maior caudal de águas.

Segundo a Inforpress, são momentos em que a vida das pessoas residentes em locais como Coculi, por exemplo, dependem apenas da sorte ou das bênçãos de Deus, tendo em conta que se alguém adoecer nessa vila, e a sua sobrevivência depender da sua chegada urgente ao hospital, tal não será possível porque a passadeira de Flurdes fica intransponível e, consequentemente, a morte pode resultar inevitável.

O problema está assumido, identificadas as soluções e elaborado um projecto para a sua resolução, mas a decisão deve ser tomada a nível governamental e os recursos disponibilizados pelo executivo nacional.

“A estrada foi construída há 20 anos e todas as travessias da ribeira foram feitas em passadeiras, por dificuldade de recursos”, explicou o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Orlando Delgado, em declarações à Inforpress, reconhecendo que “hoje justifica fazer um esforço efectivo para transformar as passadeiras em ‘passagens hidráulicas’ (pontes) para que haja uma ligação permanente” nas diferentes ribeiras do concelho.

Segundo Orlando Delgado, as dificuldades de ligação nos períodos de cheias, no vale da Ribeira Grande, não se colocam apenas no tocante ao transporte de doentes, mas, também, de turistas e de emigrantes que chegam de férias ou que regressam aos países de acolhimento ou, ainda, de pessoas que queiram deslocar-se nesse vale “e fica tudo bloqueado”.

“E o problema coloca-se também em caso de morte, em que as pessoas vêem-se obrigadas a usar cordas para fazer passar caixões de uma margem para outra das ribeiras”, constatou o edil ribeira-grandense.

Por isso, “a Câmara Municipal já elaborou, e entregou ao Governo, um projecto que visa a construção de passagens hidráulicas em substituição das passadeiras”, adiantou o edil ribeira-grandense, explicando que, tratando-se uma estrada nacional, a construção não pode ser assumida pela edilidade, até porque os montantes envolvidos ultrapassam a disponibilidade do orçamento municipal.

“Serão necessários cerca de 65 mil contos para a construção das quatro passagens hidráulicas e pensamos que o Governo deve fazer um esforço para o seu financiamento”, reclamou Orlando Delgado, justificando que “essa é uma das grandes prioridades do concelho da Ribeira Grande porque será a forma de o concelho ficar ligado de forma permanente”.

“Trata-se de um projecto importante, prioritário e urgente para o concelho da Ribeira Grande”, reiterou Orlando Delgado, acrescentando que a Câmara “já fez a sua parte, com a elaboração do projecto”, pelo que “cabe agora ao Governo alocar os recursos necessários para a sua implementação”. Fonte: C/ Inforpress

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