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Santo Antão: Cidadãos indignados com venda de água a “preço de ouro” 14 Novembro 2016

Os munícipes das localidades que formam o Planalto Leste, na ilha de Santo Antão, estão indignados com os preços a que está a ser vendida a água da nascente de Cova: 350$00 (sem custo de transporte) e 1.350$00 (com transporte) por cada tonelada, apesar de não existir qualquer custo de produção desse precisoso líquido. O Minstério da Agricultura e Ambiente alerta, na voz do seu delegado, Orlando Delgado, que pessoas estranhas podem estar a praticar tais preços, pois não foi o seu ministério que fixou a tabela em causa.

Santo Antão: Cidadãos indignados com  venda de água a “preço de ouro”

Os moradores do Planalto Leste da ilha das Montanhas estão a ter dificuldades para ter acesso à água potável. Aliás, a água está a ser vendida a “preço de ouro”, quando se sabe que esse bem raro é extraido de uma nascente, o que não implica gastos com energia ou uso de equipamentos, que poderiam encarecer a sua exploração.

Este jornal está em condiçoes de avançar que a situação é mais “gritante” para os municipes de Lagoa, no mesmo planalto. É que, segundo as nossas fontes, estes pagam à volta de 1.350$00 escudos por cada tonaleda de água que compram, incluindo os custos de transporte.

Por estas razões, os moradores desse povoado apelam ao Ministério da Agricultura e Ambiente para rever os preços, isto por considerarem que a sua qualidade de vida fica mais cara devido ao custo elevado da água. É que, fora os periodos de azágua, a sua única fonte de rendimento são os trabalhos que prestam àquele ministério, que paga à volta de 250 escudos a quem faz a manutenção da floresta que existe naquele perimetro florestal de Santo Antão.

Conatctado pela nossa reportagem, o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente no concelho de Ribeira Grande alegou que esse não é o preço que a tutela pratica para a água da nescente de Cova. Orlando Delgado está certo de que os preços contestados pelos moradores não estão a ser praticados pelos funcionários ligados aos serviços do seu ministério na representação do MAA em Água das Caldeiras.

A Semana teve no entanto acesso a facturas que provam que a água da referida nascente está a ser vendida por 350 escudos por cada tonelada para o consumo doméstico. Aliás, muitos dos moradores do Planalto Leste que têm comprado a mesma água podem provar a denúncia em causa.

Paulino Neves

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