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Santo Antão: Operadores turísticos questionam concorrência desleal 24 Fevereiro 2017

Os operadores turísticos em Santo Antão aguardam, segundo garantem ao Inforpress, com « grande expectativa» a realização da mesa redonda sobre o turismo rural que arranca, nesta sexta-feira,24, no Porto Novo. Mas pedem que o evento discuta a forte concorrência desleal que se regista no sector.

Santo Antão: Operadores turísticos questionam concorrência desleal

Segundo Sandra Pereira, gerente da Atlantur (agência de viagem e turismo), sedeada em Santo Antão, operadores ilegais estão a fazer frente aos operadores, legalmente licenciados, que são obrigados a pagar os seus impostos para poderem operar na ilha.

Alertam que essa situação, caso não seja sanada, poderá pôr em risco a existência das agências turísticas e a prestação de um serviço de qualidade que se pretende para a ilha de Santo Antão.

Sandra Pereira espera que a mesa redonda, que vai também debater o turismo de natureza, seja um espaço onde os operadores santantonenses possam expor as suas preocupações, que se prendem, sobretudo, com a necessidade de regulamentação do turismo rural, com vista a resolver o problema relativo à concorrência desleal, que está a afectar o turismo em Santo Antão.

Conforme mesma fonte, a Atlantur representará Santo Antão, em Março, numa feira turística em Paris especializada em turismo de trekking (caminhadas em trilhas em busca do contacto com a natureza), onde esta agência turística espera mostrar esta ilha e as suas potencialidades em relação a esse segmento do turismo.
Santo Antão, recorde-se, recebeu, em 2016, cerca de 20 mil turistas, sobretudo franceses, à procura, sobretudo, do turismo de trekking.

Residenciais e casas particulares

Também os proprietários das residenciais estão, revela a Inforpress, preocupados com a concorrência desleal das casas alugadas para receberem turistas, alojamentos ainda ilegais que estão a pôr em risco a existência dessas unidades hoteleiras.

Se as casas particulares sem licenças continuarem a receber turistas como têm feito, as residências no Porto Novo correm sérios riscos de fechar as portas, segundo adverte o operador Alexandrino Alves.

Este é o dono da residencial Pôr-do-sol, na cidade do Porto Novo, que já teve que reduzir o número dos empregados. Para a sua gerência, a foi medida tomada por causa da concorrência ilegal praticada pelas casas alugadas e a pousada da Juventude, espaços que, segundo Pôr-do-sol, não pagam os impostos à semelhança dos operadores licenciados.

A necessidade de sinalização dos percursos turísticos nas comunidades rurais constitui outra reclamação dos operadores turísticos santantonenses, segundo Iola Ramos, da agência turística Santur.

Por outro lado, a construção do aeroporto de Santo Antão e a modernização dos transportes marítimos são, segundo a Inforpress, outras aspirações dos operadores turísticos em Santo Antão.

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