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São Filipe: 30 auxiliares do Hospital Regional Fogo-Brava ameaçam entrar em greve 01 Fevereiro 2017

Cerca de 30 auxiliares de serviços gerais do Hospital Regional Fogo-Brava dizem-se lesados no seus direitos por não receberam o subsídio de velas desde o mês de Novembro do ano passado. Por isso, ameaçam partir para uma greve-geral, daqui a quinze dias, caso o Ministério da Saúde não mande resolver seus problemas.

São Filipe: 30 auxiliares do Hospital Regional Fogo-Brava ameaçam entrar em greve

Esta reivindicação foi anunciada ao Asemanonline, por um representante da mesma classe trabalhadora. Avisa que pretende cobrar ao Governo pela falta de respeito no que se refere ao atraso no pagamento dos subsídios de vela, que remonta desde Novembro de 2016 - uma demora de mais de dois meses.

Conforme o porta-voz do grupo que preferiu anonimato, tanto o administrador como o Director do Hospital Regional Fogo-Brava fazem-se de “orelhas mocas”, sempre que lhes são expostos os problemas financeiros. “Todas as vezes que levantamos a questão ao administrador, este culpabiliza os serviços centrais do Ministério da Saúde e quando recorremos ao Director do Hospital Regional Fogo/Brava, Luís Sanches nos informa que nunca tem conhecimento deste facto, de modo que não temos por onde ir, que não seja orquestrar outra forma de protesto, avisa o grupo.

Esta equipa de funcionários assegura que tomou essa posição por considerar que cada um deles aufere um ordenado líquido de 13 800 escudos, salário que diz ser irrisório e que não chega para cobrir todas as despesas familiares. “Todos temos filhos que estudam, com propinas em atraso, sem contar com outros prejuízos de renda de casa e de alimentação. A quantia média mensal do subsídio de velas chega a atingir os 10 mil escudos e, por isso, exigimos o seu pagamento desde Novembro de 2016 a esta parte, para honrarmos os nossos compromissos com terceiros”, desabafa um dos auxiliares do sector da enfermagem.

Para este grupo de servidores da Saúde, os problemas financeiros têm prejudicado o trabalho dos funcionários e o atendimento aos pacientes. “Hoje é impossível continuar com bom atendimento sem que a remuneração seja condizente com o serviço de qualidade que o hospital oferece”, atesta.

Outra inquietação dessa classe tem a ver com a falta de luvas para exercerem a sua actividade, alertando que correm o risco de contraírem algumas doenças contagiosas durante os serviços de limpeza e desinfecção de espaços e materiais hospitalares. “Nós somos 30 auxiliares dos serviços gerais, distribuídos por cinco sectores, nomeadamente Cirurgia, Banco de Urgência, Medicina Geral, Pediatria e Lavandaria e nosso trabalho neste hospital é feito com qualidade, sempre com muito respeito aos pacientes portadores de doenças infecto-contagiosas. Deste modo, exigimos luvas diariamente para que ninguém seja contaminado ao longo do trabalho”, exige o porta-voz do grupo.

Diante desta instabilidade, estes funcionários requerem a intervenção do Governo, no sentido de resolverem os seus problemas, quanto breve possível, sob pena de partirem para a greve geral naquele estabelecimento de saúde na Região Fogo e Brava.

Este diário digital tentou ouvir, por várias vezes, a Direcção do Hospital Regional Fogo/Brava sobre os protestos em causa, mas tal foi impossível.Mas prometemos retomar essa matéria, caso a administração do referido estabelecimento venha a reagir sobre as reivindicações dos 30 trabalhadores referidos.

Celso Lobo

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