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São Lourenço dos Órgãos: Protestos de trabalhadores com a convocação da greve-geral 24 Junho 2017

Os trabalhadores da Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos de Santiago já entregaram, segundo anuncia a secretária-geral da UNTC-CS, um pré-aviso de greve por dois dias consecutivos, a partir do início da próxima semana. Em causa está sobretudo a proposta para o despedimento de 127 empregados municipais.

São Lourenço dos Órgãos: Protestos de trabalhadores com a convocação da  greve-geral

Segundo Joaquina Almeida citada pela RCV, esta acção de luta dos funcionários municipais dos órgãos é para reivindicarem vários direitos que vêm sendo violados – protestaram recentemente contra a redução de salários e por ocasião do Natal ficaram sem receber os seus respectivos vencimentos.

Mas o que agora está em causa é sobretudo o anuncio da Câmara que vai mandar para casa 127 trabalhadores de uma assentada. Tudo com a justificação de reduzir o número de pessoal afecto à Câmara e que faz disparar a folha salarial a cada fim do mês. Um facto que, segundo a autarquia, tem sufocado financeiramente a edilidade.

Para observadores locais, sucede que, para efectivar este plano, Carlos Vasconcelos, o presidente da CM, não respeita nem a antiguidade, nem o tipo de vínculo laboral dos mesmos. Isso irá penalizar apenas os trabalhadores tidos próximos do PAICV, partido aliás que, montou a Comissão Instaladora e liderou a autarquia durante dois mandatos consecutivos.

Caso TACV e outras classes sociais

Entretanto, as preocupações laborais não ficam por aí. A líder da UNTC-CS avançou ainda um rol de problemas de outras classes profissionais que preocupam essa central sindical. São os casos dos trabalhadores da Cabo Verde Handling, viveiristas e guardas florestais, bombeiros, profissionais de saúde, Polícia Judiciária e Polícia Nacional, marítimos, oficiais de Justiça e dos serviços notariais, entre outras classes.

Em relação ao processo de reestruturação da TACV, Joaquina Almeida apela ao respeito pela lei da privatização, que prevê a concessão de parte das acções aos trabalhadores, e convida o Governo a abrir o jogo, fornecendo informações, neste caso aos sindicatos.

Referindo-se aos professores, Joaquina Almeida diz que a UNTC-CS acompanha com preocupação a situação de alguns docentes ainda sem contrato, depois de cerca de 20 anos de trabalho. Informa que há outros em risco de irem para o desemprego - o destaque vai para mais de 100 professores que viram recentemente os seus contratos de trabalho cessados pelo governo.

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