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Segunda mão do nacional: Batalha decisiva entre Derby e Mindelense 11 Julho 2015

O Derby e o Mindelense travam este sábado a “batalha decisiva” do campeonato nacional de futebol, no estádio Adérito Sena. A vantagem está do lado dos derbianos, que conseguiram empatar a um golo em casa dos “encarnados”. É que um empate a zero serve as aspirações dos “azuis e brancos” e os adeptos estão cientes disso. Por isso há quem, derbiano, já se aventure até a dar a táctica vencedora ao técnico Almara: “desmarrá tanka”.

Segunda mão do nacional: Batalha decisiva entre Derby e Mindelense

“Desmarrá tanka significa tirar a bola da nossa grande área a todo o custo, chutando o esférico para bem longe, sem delongas. O Derby deve centrar a sua atenção na defesa e cortar toda e qualquer tentativa de ataque do Mindelense. Se não chegarem perto da nossa baliza, a taça é nossa”, diz o “técnico” Bertol Brito, que é um adepto do Derby desde criança.

Se Almara vai seguir o conselho do “colega” Bertol só ele sabe, mas o técnico derbiano vai de certeza tirar proveito do tento marcado no reduto dos adversários. É que esse golo pode valer ouro: o título nacional. “O jogo correu-nos bem, conseguimos um golo importante, não diria que seja um golo decisivo, só no fim da partida é que podemos saber o quanto vale”, diz Almara, para quem o factor casa tem um peso muito relativo nesta final do campeonato nacional, que está a ser disputada por duas equipas da cidade do Mindelo. Para ele, um jogo entre os dois rivais arbitrado por um juiz de outra região desportiva acaba por deixar revelar a real potencialidade de cada uma das equipas. Deste modo, reforça que a história final deste nacional pode ser diferente da que teve o campeonato regional.

Faltou sorte ao Mindelense no encontro com o Derby, segundo Rui Alberto, treinador dos “leões encarnados”. Realmente, os campeões nacionais em título perderam duas oportunidades flagrantes na segunda parte que podiam dar-lhes uma vitória relativamente confortável para a jornada decisiva. O “Derby foi feliz numa oportunidade criada, mas reagimos e igualámos o marcador. Só que não tivemos a frieza necessária para marcar em duas grandes ocasiões. Uma equipa que quer ganhar não pode desperdiçar oportunidades dessa forma. Agora vamos ter de jogar com a cabeça mais fresca na próxima partida, que é de vida ou morte”, enfatiza o técnico do Mindelense, deixando claro que o clube tem um pensamento só em qualquer jogo: ganhar. “Jogamos para vencer, mas não temos medo de perder”.

Se na primeira mão as bancadas do estádio Adérito Sena estiveram coloridas a azul-vermelho, neste último e decisivo jogo do nacional espera-se uma avalanche de adeptos das duas equipas. Certamente todos os adeptos de cada clube querem apoiar o seu Derby ou o seu Mindelense e testemunhar esse momento inédito na história do futebol são-vicentino.

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