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Seis países africanos lideram o caminho para uma África sem Malária em 2030 01 Fevereiro 2018

Argélia, Comores, Madagáscar, Gâmbia, Senegal e Zimbabué foram reconhecidos pela African Leaders Malaria pela diminuição acentuada dos casos de malária, durante a 30ª Cimeira da União Africana, que aconteceu recentemente em Addis Abeba, Etiópia.

Seis países africanos lideram o caminho para uma África sem Malária em 2030

Apesar de as mortes por malária terem diminuído mais de 60 por cento desde o ano 2000, os casos de malária aumentaram na maior parte dos países africanos em 2016, demonstrando que estão em risco vários anos de progresso.

Ao comentar sobre os prémios, o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que “numa era de novos desenvolvimentos, devemos ir mais além, estando mais resolvidos não só a reverter a incidência da malária, mas também a parar a transmissão. O sucesso precisará de ainda mais compromisso e de colaborações mais fortes entre sectores e fronteiras, especialmente à medida que os países se aproximam dos seus objetivos de eliminação.

Os oradores na cerimónia de entrega dos prémios instaram com os países para darem prioridade ao financiamento para a malária, garantindo que as ferramentas que salvam vidas, como medicamentos, redes mosquiteiras, e pulverização residual de espaços interiores, chegam às pessoas que precisam delas, enquanto se investe em melhor vigilância e no fortalecimento dos sistemas de saúde.

Progressos e desafios a vencer

Em anos recentes, com o apoio dos parceiros globais, países como o Ruanda aumentaram os seus relatórios sobre a malária, através dos seus sistemas nacionais de informação sobre saúde. Além disso, em 2017, os países compraram e distribuíram 203 milhões de redes mosquiteiras para as famílias em África – um nível histórico.

«Para continuar a ganhar a guerra contra a malária, os países terão de trabalhar de forma diferente e mais inteligente para superar o mosquito e o parasita que ele transmite», disse Joy Phumaphi, Secretário Executivo da African Leaders Malaria Alliance. «A ALMA está pronta a trabalhar com todos os países e parceiros para garantir que alcançamos uma África sem malária.»

A malária é uma doença evitável e tratável que ainda afeta centenas de milhões de famílias no continente africano. Retira as crianças da escola e impede os pais de auferirem rendimentos estáveis, custando 12 mil milhões de dólares à economia africana em perdas diretas, e 1,3 por cento de perda anual de crescimento do PIB.

A ALMA é uma aliança de 49 países africanos a trabalhar para erradicar a malária no continente até 2030. O Quadro de Resultados da ALMA sobre Responsabilidade e Ação acompanha o progresso e incentiva à ação sobre o controlo e erradicação da malária, e os vencedores dos Prémios por Excelência da ALMA são selecionados por um comité independente de especialistas em saúde, dos meios acádicos e do sector privado.

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