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EUA: Senadores republicanos consideram Trump um perigo para a democracia 25 Outubro 2017

Dois senadores republicanos criticaram esta terça-feira, 24, de forma espectacular, Donald Trump, descrevendo-o, num turbilhão de críticas, como um Presidente "perigoso para a democracia" e adepto das "contra verdades".

EUA: Senadores republicanos consideram Trump um perigo para a democracia

O dia deveria decorrer sob o sinal da unidade do partido maioritário no congresso, o republicano, com uma rara deslocação de Trump ao Capitólio para promover um projecto de grande baixa de impostos.

Mas Donald Trump começou por trocar, mais uma vez, “galhardetes”, através da rede social Twitter, com o presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros, Bob Corker, que se tornou nas últimas semanas um dos congressistas republicanos mais críticos do ocupante da Casa Branca.

Depois, como se a maioria não estivesse abalada o suficiente, o senador Jeff Flake, eleito pelo Estado do Arizona, anunciou, para surpresa geral, que renunciava a disputar um novo mandato, por ocasião das eleições de Novembro de 2018, atribuindo a sua saída à política nefasta de Trump.

Recusando ser "cúmplice", Jeff Flake justificou, com um nó na garganta, porque é que o Presidente é perigoso para a democracia. "Indecência, desprezo pela verdade, provocações mesquinhas e por razões puramente pessoais: Temos de deixar de considerar normais os comportamentos de alguns no poder executivo", disse, vincando. "Ele (Trump) não é normal". "Eu não serei cúmplice, nem silencioso", acrescentou.

Este eleito pelo Arizona estendeu as críticas ao próprio partido, devorado por uma vaga de "cólera e ressentimento", onde considera já não ter lugar, enquanto republicano pro-imigração e ligado ao liberalismo económico.

Também Bob Corker, senador pelo Tennessee, decidiu não disputar um novo mandato, o que provocou que se tivesse libertado nas críticas a Trump. Ao contrário de Flake, ele tinha apoiado Trump nas primárias. "Peso pluma" e "incompetente" foram os insultos que Trump lhe dirigiu hoje, via Twitter.

Corker retorquiu, na mesma rede social, que "as mesmas contra verdades de um Presidente que não é digno de confiança". "O presidente tem grandes dificuldades com a verdade, sobre vários assuntos", acrescentou o senador pelo Tennessee, agora na televisão CNN.

Estes senadores constituem, com John McCain, senador republicano também eleito pelo Estado do Arizona, uma espécie de trio que contesta o sucessor de Barack Obama.

Ao romperem com Trump em nome de princípios, os três pressionam os seus correligionários, que têm preferido ignorar os problemas presidenciais.
Até o antigo Presidente republicano George W. Bush, em termos velados, exprimiu, na semana passada, a sua inquietação, com a "crueldade" e "intolerância" do ambiente político.

À esquerda, os colegas democratas de Flake prestaram-lhe homenagem.
"É trágico que a política republicana se tenha tornado tão tóxica e insensata que Jeff Flake não possa ’em consciência’ apresentar-se a eleições", disse o senador Tim Kaine, ex-candidato à vice-presidência com Hillary Clinton.

Na Casa Branca, a porta-voz Sarah Sanders justificou a persistência de Trump em responder a cada crítica da seguinte forma: "Os habitantes deste país não elegeram nenhum fraco. Eles querem alguém que seja forte e que, quanto é atacado, responde".

O chefe dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, por seu turno, afirmou, de forma seca: "Não sei quantas vezes tenho de o repetir. Há muito ruído de fundo (...). Neste país, todos têm direito a falar". Fonte: Mundo ao Minuto

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