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Seychelles apresenta Cabo Verde como “modelo para o desenvolvimento africano” 17 Junho 2014

A chegada do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, às ilhas Seychelles para uma visita oficial, coincidiu com a publicação de uma grande reportagem no site www.seychellesnewsagency.com, que conta a história do nosso país, apresentado como um modelo para o desenvolvimento africano. Para além do texto e das fotos, a notícia apresenta alguns quadros com dados estatísticos de Cabo Verde.

Seychelles apresenta Cabo Verde como “modelo para o desenvolvimento africano”

O trabalho, que é assinado pelo jornalista Wanjohi Kabujuru, começa por descrever a campanha vitorosa dos até então pouco conhecidos Tubarões Azuis na sua estréia no Campeonato Africano das Nações, sob o comando técnico de Lúcio Antunes, que derrubou alguns gigantes do futebol africano e só não está no Mundial de Futebol do Brasil devido a um erro.

“ Antes da sua aparição na CAN, muitas pessoas do continente sabiam da existência do arquipélago de Cabo Verde”, escreve o articulista, para quem as conquistas dos Tubarões Azuis estão directamente ligadas à governação do país nas últimas três décadas.

No domínio económico, o texto lembra que há 10 anos a Assembleia Geral das Nações Unidas alterou a classificação de Cabo Verde de país menos desenvolvido para País de Rendimento Médio. “Com uma população de cerca 500 mil pessoas, o PIB per capita de Cabo Verde passou de 175 para 4188 dólares.

Mas esta é uma história que começou cedo, com a independência em 1975, e o jornalista faz questão de o descrever ao pormenor o caminho do país para lá chegar, desde a luta contra o colonialismo português, de que resultou a morte do “arquitecto” da independência, Amílcar Cabral, e de outros companheiros da Guiné Bissau e Cabo Verde. O www.seychellesnewsagency.com fala também da abertura política, das primeiras eleições livres e democráticas, da derrota do Partido da Independência (PAICV) e do então primeiro-ministro Pedro Pires, o autor da célebre afirmação: “Um país pobre não pode dar-se ao luxo de adoptar a política dos ricos”.

Este diário digital cita ainda a avaliação da Fundação Mo Ibraim, para quem Cabo Verde é um caso de sucesso económico, social e político africano. Outro estudo do Banco Africano de Desenvolvimento que também destaca o sucesso do país. "O acesso universal ao ensino básico e secundário foi alcançado, uma forte rede de segurança social foi criada e os benefícios do crescimento foram distribuídas através de uma abordagem inclusiva para a elaboração de políticas e construção da nação."

O BAD ressalva que "essas conquistas são fruto de uma gestão macroeconómica prudente, solidez fiscal e a manutenção de uma taxa de câmbio competitiva. Por outro lado, frisa, Cabo Verde tem vindo a ganhar credibilidade internacional para suas políticas macro-económicas: uma moeda estável, a boa governação, com taxas de corrupção baixas, um sistema tributário simplificado e um sector bancário reformado ".

Estas constatações do BAD são assumidas pelo director Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas (UNECA), Carlos Lopes. "Cabo Verde é uma verdadeira história de sucesso Africano." No seu blog África Cheetah Run, Lopes escreve que "no espaço de 30 anos, 1982-2012 a renda per capita cresceu por um fator de 3,5% em termos reais. Isso dá uma ideia das realizações formidáveis desta pequena nação".

Foi esta nação que Jorge Carlos Fonseca herdou quando venceu as eleições presidenciais de 2012. O jornal refere ainda o facto do Presidente da República e o Chefe do Governo terem sido eleitos por partidos diferentes, caso raro em África.

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