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Situação agrícola “comprometida” na Brava 21 Setembro 2014

A situação do ano agrícola na ilha Brava está comprometida. Nas zonas áridas e semi-áridas a situação é mais preocupante. É que faltam pasto e água para os animais. Já nas zonas húmidas e sub-húmidas, a situação é considerada “razoável”. A constatação é da Engenheira Ambiental Fernanda Martins, para quem a situação pode piorar, caso não caiam chuvas nos próximos dias.

Situação agrícola “comprometida” na Brava

Fernanda Martins, que substitui o actual delegado do Ministério Desenvolvimento Rural na ilha, Lenine Carvalho, adiantou que a situação se agravou muito por culpa da fraca precipitação e do aparecimento de pragas como tartarugas verdes e gafanhotos. Para o seu combate, o Ministério do Desenvolvimento Rural tem uma equipa no terreno para apoiar os camponeses.

Conforme aquela responsável, caso não caiam chuvas nos próximos dias, o ano agrícola nas zonas áridas e semi-áridas está perdido. Além disso, a humidade do solo é fraca e o desenvolvimento do pasto é fraco nestas zonas. Contudo, diz que os agricultores estão esperançados de que a situação possa se reverter caso chover em abundância nos próximos dias e não ocorrer nenhum vento.

Já nas zonas húmidas e sub húmidas a situação é “ligeiramente diferente”. As plantas estão mais crescidas. Os camponeses já fizeram as primeiras mondas, à espera estão das próximas chuvas, mas o pasto está praticamente garantido. Está também prevista a fixação de plantas frutíferas e forrageiras, mas a chuva caída até o momento não foi suficiente para iniciar a campanha de plantação.

Situação idêntica passa a ilha do Fogo. A situação é crítica nas zonas áridas e semi-áridas. Por outro lado, nas zonas húmidas e sub húmidas as plantas estão avançadas e os camponeses estão animados, perspectivando um bom ano agrícola.

A avaliação feita recentemente pela ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, depois de percorrer vários municípios do arquipélago é que o ano agrícola é "bastante heterogéneo”.

"Existem zonas onde houve perdas de sementeiras, neste momento algumas pessoas estão a refazer a sementeira, outras estão já a fazer a monda e segunda monda e, como se pode verificar, há muita heterogeneidade ainda no desenvolvimento das culturas, mas a esperança é a ultima a morrer", frisou aquela governante.

Para este ano, o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) de Cabo Verde prevê chuvas normais em todo o arquipélago, com uma média de 250 milímetros, à semelhança do que poderá acontecer no Sahel Ocidental.

NC

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