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Surto de paludismo em Cabo Verde: Cidade da Praia regista primeiro óbito depois de uma outra vítima mortal no Mindelo 17 Setembro 2017

A delegada da Saúde da Praia, Ulardina Furtado, confirmou, hoje (16), a primeira morte provocada por paludismo no concelho. Num momento em que o país regista 207 casos, sendo a maioria na Cidade da Praia, esta é a segunda vítima mortal. É que o primeiro doente que morreu por esse novo surto de malária ocorreu em S.Vicente entre fins de agosto e princípios deste mês.

Surto de paludismo em Cabo Verde: Cidade da Praia regista primeiro óbito depois de uma outra vítima mortal   no Mindelo

Em declarações à Inforpress, a responsável, que não podia avançar com mais detalhes, como disse, certificou que nesta sexta-feira, 15, a Delegacia de Saúde da Praia recebeu a notificação do primeiro óbito por paludismo, que já é considerado uma epidemia na capital do país.

Falando à Lusa, o director do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP), António Moreira, indicou que se trata de um caso autóctone, de um homem de 40 anos, do bairro do Paiol, tendo realçado que se trata de um caso único, já que as pessoas têm-se dirigido às estruturas de saúde ao primeiro sintoma, o que permite diagnosticar a doença mais cedo e tratá-la.

Com isso, eleva-se para dois o número de mortos por esse novo surto de malária em Cabo Verde. É que o primeira vítima mortal, resultante de um caso importado, ocorreu em S.Vicente, entre finais de agosto e princípios deste mês. Segundo precisou na altura o delegado de Saúde Elísio Silva, a vítima foi um marinheiro que viajou de Serra Leoa para Cabo Verde.

Entretanto, as autoridades nacionais estão mais preocupadas com a situação da doença na Praia. Nesta sexta-feira, segundo a Inforpress, uma equipa multissectorial de luta anti-vectorial, liderada pelo ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, visitou alguns bairros da Capital para inteirar-se do estado actual das zonas com maior número de casos de paludismo, como Várzea e Achada Santo António.

No final da visita, Arlindo do Rosário afirmou que o Governo está “fortemente engajado” na luta contra o paludismo, motivo que o levou a aprovar, na última reunião do Conselho de Ministros, um plano elaborado pela Direcção Nacional de Saúde, orçado em 58 mil contos, para o reforço de meios operacionais na luta anti-vectorial.

As autoridades cabo-verdianas intensificaram a luta contra os mosquitos, com pulverização espacial e dentro das casas e com campanhas de sensibilização da população para a importância de manter as casas e ruas limpas e, hoje a Câmara Municipal da Praia realizou mais uma campanha de limpeza em diferentes bairros e sensibilizar a população.

No momento em que o país está na fase de pré-eliminação de paludismo ou malária e a registar uma média de três a quatro casos por dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendou Cabo Verde a fazer da eliminação do paludismo uma “bandeira nacional”, prevendo a sua eliminação de transmissão regional até 2020.

Em Janeiro, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença, sendo que a OMS estima que o país tenha reduzido a sua taxa de incidência e de mortalidade associada ao paludismo em mais de 40% no período decorrente. C/Inforpress

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