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Solange Cesarovna lança novo álbum «Mornas: « O álbum é um contributo para para o reconhecimento da Morna como Património Cultural e Imaterial da Humanidade » 21 Julho 2017

«Mornas» é o título do terceiro álbum da artista Solange Cesarovna, cujo lançamento acontece no próximo dia 22, num concerto especial a decorrer na emblemática Rua de Lisboa de S.Vicente. Antes disso, tinha editado mais dois trabalhos discográficos: Solange Cesarovna (2008) e Speranza (2011). Licenciada em comunicação social com habilitações em Artes Cinematograficas, Solange é a actual presidente da Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM). Filha de mãe russa e pai cabo-verdiano, Salange Rodrigues nasceu na cidade russa de Ullanovsk e veio para Cabo Verde com 02 anos, tendo começado, cinco anos depois, a sua carreira musical ao ganhar o concurso de Pequenos Cantores realizado no Mindelo.

Com o seu mais recente CD, Solange anuncia que pretende homenagear os 150 do poeta Eugénio Tavares – boa parte do repertório do novo álbum é constituído por obras deste trovador da Brava - e contribuir para o reconhecimento da Morna como Património Cultural e Imaterial da Humanidade. «O álbum ‘Mornas’ é também um contributo para a iniciativa extraordinária para o reconhecimento da Morna como Património Cultural e Imaterial da Humanidade. Estamos muito confiantes que a Morna tem tudo para conseguir este grande feito, e todos os que amam a morna, como eu, devem, à sua maneira, contribuir para essa grande conquista», refere a jovem contara. Confira mais detalhes sobre o novo CD na entrevista que se segue.

Solange  Cesarovna lança novo álbum «Mornas:   « O álbum é um contributo para  para o reconhecimento da Morna como Património Cultural e Imaterial da Humanidade »

Pode resumir as novidades do novo álbum «Mornas»?

- Um álbum interpretado por uma cantora apaixonada pela morna, que conta com a chancela das Edições Artiletra, mentora do Projecto “Eugénio Tavares Vida e Obra em Livro e Álbum Discográfico e que conta com a Direcção Artística de Nando Andrade. Conta também com a participação de outros grandes músicos do panorama musical cabo-verdiano como Manuel de Candinho, Adérito Pontes, Manuel Paris, Kau Paris, Nilton Cunha e Rob Leonardo.

«Mornas» é o seu novo CD. Porque escolheu este título?

- Porque é o título que espelha a alma do álbum, que só contempla Mornas de Eugénio Tavares, trazendo em sí a sonoridade da morna tradicionalmente orquestrada.

Quem vai ser homenageado com essa obra musical?

- O objectivo primordial é o de homenagear os 150 anos do nascimento de Eugénio Tavares, e simultaneamente proteger a obra do Patrono do Dia Nacional da Cultura, pela fidelidade dos versos das canções apresentadas no álbum discográfico, isto é, como as escreveu Eugénio Tavares. Tem ainda o propósito de homenagear a própria Morna enquanto género tradicional de Cabo Verde e símbolo da nossa identidade.

O que representa em termos da preservação da morna enquanto um dos géneros musicais por excelência de Cabo Verde?

- O CD representa a protecção da obra de Eugénio Tavares, pela fidelidade dos versos das canções apresentadas no álbum discográfico, isto é, como as escreveu Eugénio Tavares.

A ortografia seguida na interpretação das mornas do álbum foi a que Eugénio tavares utilizou nos seus manuscritos de 1930, enviados a José Osório de Oliveira.
Tem também o propósito de incentivar para uma maior divulgação e interpretação do género musical Morna, pela sua reconhecida transversalidade cultural, a nível do país.

E quanto à preservação da morna enquanto património imaterial de Cabo Verde e da Humanidade?

- O álbum Mornas é também um contributo para a iniciativa extraordinária para o reconhecimento da Morna como Património Cultural e Imaterial da Humanidade. Estamos muito confiantes que a Morna tem tudo para conseguir este grande feito, e todos os que amam a morna, como eu, devem a sua maneira contribuir para essa grande conquista.

Porque gosta de interpretar mornas, principalmente do trovador Eugénio Tavares?

- Adoro mornas desde criança. Quanto ganhei os pequenos cantores em São Vicente com 7 anos de idade, interpretei uma morna e uma coladeira. Sou apaixonada pela música tradicional de Cabo Verde desde sempre. Adoro todos os compositores emblemáticos deste género musical, como por exemplo o B.Léza, Paulino Vieira, Manuel de Novas, Antero Simas, Kim de Santiago, Daniel Rendal, Betú, Tibau Tavares, Antero Simas, Amândio Cabral, Dante Mariano, etc, etc. O Eugénio Tavares consegue através das suas mornas personificar a alma do povo cabo-verdiano e certamente o facto de ter acompanho de perto toda a pesquisa que a minha mãe realizou e vem realizando a volta do Eugénio Tavares a mais de 20 anos, despoletou em mim uma grande paixão pela obra deste grande vulto da cultura cabo-verdiana, que tive o privilégio de conhecer de perto.

O que representa para si o novo álbum de mornas?

- A realização de um sonho.

Como tem sido a aceitação junto do público dos outros trabalhos discográficos que lançou?

- Tem sido muito boa graças a Deus. Tenho sentido um grande carinho do público, tanto aqui em Cabo Verde, como fora, e recebido sempre o incentivo para continuar a abraçar o que mais amo na vida: a música.

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