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Standard & Poors mantém rating de Cabo Verde em B-B 05 Maio 2015

A Standard & Poor (S&P) mantém o rating de Cabo Verde em B/B a longo e curto prazo estável. No seu último relatório, esta agência perspectiva um crescimento do Produto Interno Bruto real, com base no aumento das receitas do turismo, maior demanda interna e preços mais baixo de energia.

Standard & Poors mantém rating de Cabo Verde em B-B

De acordo com o relatório da S&P, a perspectiva estável reflecte a visão de que o crescimento económico irá acelerar, mitigando os défices fiscal e externo. Diz ainda que o país mantém a estabilidade política, continua a beneficiar de assistência técnica e mantém o suporte dos doadores multilaterais.

O relatório salienta no entanto que os ratings de Cabo Verde estão constrangidos pelos níveis de desequilíbrios fiscais e externos do país, a dependência do sector do turismo para com as enfraquecidas economias europeias, o comércio, investimento e dívida pública.

Esta prestigiada agência considera Cabo Verde uma das democracias mais estáveis da África e espera que o país continue a manter boas relações com os doadores internacionais. Afirma, entretanto, que paira sobre o país o espectro da realização do status de “rendimento médio” que poderá reduzir os financiamentos concessionais a médio-longo prazo.

Por outro lado, projecta que o crescimento do PIB real continua aquém do esperado, o que leva a S&P a rever a estimativa para 2014, de 2% para 1%, publicada em Dezembro de 2014. Isso não obstante os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontarem para um crescimento de 2.7%.

Esta previsão, diz o S&P, é consequência de uma combinação do crescimento económico lento na zona euro, do mau ano agrícola que o país enfrenta, de uma performance menos conseguida no sector do turismo e da desaceleração do investimento público. No entanto, antevê um crescimento do PIB real de 3,5% em média entre 2015 e 2018.

A agência acredita que a melhoria do desempenho económico europeu vai apoiar o turismo e o investimento directo estrangeiro, enquanto a demanda doméstica deverá beneficiar dos recentes investimentos públicos em infraestrutura básica e preços de energia mais baixos.

Por outro lado, os défices em conta corrente acima da última revisão e a descida dos preços do petróleo vão reduzir a elevada conta de importação de produtos energéticos e, com isso, contribuir para baixar o défice comercial, perspectiva.

Espera igualmente que a redução dos investimentos de capital por parte do Governo possa desacelerar o crescimento das importações de bens de capital e que as exportações de serviços sejam beneficiadas com a retoma no turismo, num contexto de recuperação das economias da Europa e da persistência de alguma instabilidade no norte de África.

De realçar que o relatório estima a continuidade de um bom desempenho das remessas dos emigrantes considerando a grande diáspora cabo-verdiana.

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