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TMCV pronta para ligar Cabo Verde por via marítima 30 Setembro 2015

A empresa Transportes Marítimos de Cabo Verde (TMCV), constituída por 10 armadores filiados na Associação Cabo-verdiana de Armadores de Marinha Mercante (ACAMM), inicia as operações inter-ilhas esta quinta-feira, 01 de Outubro. A empresa vai operar com 12 embarcações e ligar todas as ilhas do país e promete rotas regulares, seguras e frequentes.

TMCV pronta para ligar Cabo Verde por via marítima

O presidente do Conselho de Administração da TMCV, João do Rosário, confirmou num exclusivo ao asemanaonline que a TMCV e o Governo já chegaram a acordo para iniciar as operações marítimas. "Verbalmente já temos acordo, mas falta formalizar a concessão, o que deverá acontecer logo que o estudo de viabilidade, que vai definir o preço das passagens e das cargas, estiver concluído”, revela João do Rosário, lembrando que as tarifas do transporte marítimo de passageiros e carga não foram actualizadas desde 2006.

Antecipando os temores dos clientes, João do Rosário esclarece que o estudo vai revalorizar as tarifas praticadas, pelo que não haverá necessariamente aumentos. "Os preços podem aumentar ou diminuir, isto porque se uma linha for altamente rentável e outra deficitária, como são exploradas por uma companhia única, pode-se sempre fazer o equilíbrio. Mas é o estudo de viabilidade que vai indicar isso”, pontua.

A TMCV vai garantir igualmente o transporte das cargas sem sobressaltos porque dispõe de vários navios. Para isso, a empresa já tem de prontidão dois armazéns - um na Praia e outro em São Vicente. “Vamos garantir o transporte de carga, independentemente de avarias ou outros transtornos. Temos contentores, atrelados e camiões que nos permitem fazer ’porta-a-porta’ (entrega no destino pré-combinado) em função das exigências dos clientes”, enumera. Realça ainda que a ideia desta concessão era ter um interlocutor único, o que é muito positivo porque permite prestar um serviço com mais seriedade.

A TMCV vai operar com um total de 12 embarcações - navios que já operam no país e pertencem às empresas associadas - e vai explorar as linhas marítimas de Santo Antão à Brava. De acordo com a sua programação, terá ligações entre São Vicente-Santo Antão-São Vicente; São Vicente-São Nicolau-Sal e Boa Vista; São Vicente-Sal-São Vicente; Praia-Maio-Praia; Praia-Sal-Boa Vista-Praia; São Vicente-Praia-São Vicente. E ainda, periodicamente, entre São Vicente-Praia-Fogo ou Brava. "Vamos ligar todas as ilhas com regularidade”, garante.

As operações serão realizadas por embarcações mistas, ou seja, de transporte de passageiros e carga. João do Rosário explica que um dos requisitos para atribuir esta concessão era que os navios fossem mistos. Reconhece no entanto que as embarcações pertencentes à novel empresa são, na sua maioria, de carga. “Temos embarcações para cobrir todas as ilhas. Nos casos em que as mistas não conseguem dar vazão, podemos colmatar com as de carga geral. Neste momento não faltam navios em Cabo Verde, o que falta é a coordenação”, afiança.

Confiante, João do Rosário acredita que os problemas de ligação marítima entre as ilhas vão ser resolvidos com esta nova companhia. “Todas as ilhas serão abastecidas. Os navios vão respeitar uma programação pré-definida por forma a evitar a presença de dois ou mais embarcações em um determinado porto e défice num outro", garante.

De recordar que o Estado de Cabo Verde dividiu o transporte marítimo inter-ilhas em duas concessões, sendo que a primeira foi atribuída à empresa Cabo Verde Fast Ferry (CVFF) e a segunda à Transportes Marítimos de Cabo Verde (TMCV). Esta última empresa foi criada a 17 de Abril deste ano, após vários encontros entre o Director-geral de Mobilidade, Anastácio Silva, e armadores de cabotagem filiados à Associação Cabo-verdiana de Armadores de Marinha Mercante.

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