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Talco Johnson de novo condenada, pagará 417 milhões a queixosa com cancro em fase terminal 23 Agosto 2017

A multinacional farmacêutica Johnson & Johnson (J&J) foi condenada por um tribunal de Los Angeles, Estados Unidos da América, a indemnizar em 417 milhões de dólares (uns 40 milhões de contos CVE) à consumidora, hoje com 63 anos de idade, que, após decénios de uso de talco na higiene íntima, teve em 2007 um diagnóstico de cancro do ovário.

O julgamento por um tribunal de júri condenou a Johnson a pagar o referido montante à queixosa “que está a morrer” devido ao cancro ovariano causado pelo “Baby Powder” que usou na região do perineu desde os 11 anos de idade.

“Ela está a morrer devido ao cancro do ovário”, disse o advogado Mark Robinson, acrescentando que a sua cliente “quer é ajudar as outras mulheres que, em todo o país, sofrem de cancro ovariano devido ao uso da Johnson & Johnson durante vinte, trinta anos”. A doença resulta do crescimento descontrolado de células anormais nos ovários, que são os órgãos reprodutores femininos.

A Johnson & Johnson, companhia norte-americana que tem o talco como o seu produto mais famoso, contabiliza neste momento 720 milhões de dólares (cerca de 70 milhões de contos CVE) de indemnização pagos a consumidoras com um diagnóstico de cancro do ovário.

J&J punida porque deixou de cumprir o dever de informar

Os 417 milhões de dólares devidos à consumidora que desde os 11 anos começou a usar o talco na higiene íntima – e que em 2007, aos 53 anos, teve um diagnóstico da doença — correspondem à soma de 70 milhões de dólares (mais de 6,7 milhões de contos CVE) por compensação e 347 milhões (mais de 30 milhões de contos CVE) por punição.

O júri considerou que a J & J deixou de cumprir o dever de informar a cliente sobre os riscos ligados ao talco.

Mais de 5 000 processos contra a J&J

O grupo J&J, que conta já 5 000 processos, foi condenado em cinco ocasiões. Todavia em março último, e numa altura em que enfrenta uns 4800 processos, ganhou um desses casos.

“Vamos recorrer da sentença”, comunicou a J&J por email à agência noticiosa AFP. “Com base em dados científicos do Instituto Americano do Cancro, as provas existentes não correlacionam a exposição da região do perineu ao talco e um risco acrescido de cancro do ovário”, lê-se no email.

Fontes: AFP, Le Monde, Fortune.com.

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