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Tarrafal de Santiago tenta recobrar aos poucos do sobressalto com a última onda de assaltos 13 Dezembro 2017

Vamos sintetizar: No início de Outubro uma onda de assaltos às casas assolava a cidade di Mangui. Os larápios aproveitavam sempre a calada da noite para as suas “diabruras”. No final do mesmo mês como se isto não bastasse a pacata cidade acordara em sobressalto com a assombrosa notícia do assassinato de um jovem à porta da casa onde morava. Tarrafal e a família toda choravam inconsolavelmente a perda trágica do seu filho em plena força de vida.

Por: Nataniel Vicente Barbosa e Silva

Tarrafal de Santiago tenta recobrar aos poucos do sobressalto com a última onda de assaltos

Tarrafal de Santiago tem vivido infelizmente nestes dois últimos meses momentos de muita aflição respeitante aos últimos acontecimentos ocorridos neste município.

Vamos sintetizar: No início de Outubro uma onda de assaltos às casas assolava a cidade di Mangui. Os larápios aproveitavam sempre a calada da noite para as suas “diabruras”. No final do mesmo mês como se isto não bastasse a pacata cidade acordara em sobressalto com a assombrosa notícia do assassinato de um jovem à porta da casa onde morava. Tarrafal e a família toda choravam inconsolavelmente a perda trágica do seu filho em plena força de vida.

Em 30 de Novembro, exactamente um mês depois três mulheres perecem no mesmo dia, uma das quais por atropelamento à porta da sua residência por uma viatura mal governada.

Em 04 de Dezembro do ano em curso, Tarrafal inteiro mergulha de novo numa profunda dor: dois pescadores (pai e filho) partem da casa de madrugada para a faina e não regressam apesar de incessantes buscas não foram localizadas.

Há bem poucos dias nos arredores da cidade aconteceu uma outra cena que embora pareça ser algo corriqueiro hoje em dia não deixa de ter o seu impacto numa sociedade pacata e pequena como a nossa: Uma rapariga ao passar tranquilamente à porta da casa de uma outra da mesma zona foi atingida à queima-roupa com um jarro de água quente a ferver previamente preparado para este fim. As duas mulheres antes tratavam-se cordialmente bem, mas, “amizade” foi-se deteriorando dado ao comportamento duvidosa da atacante relacionado com o desaparecimento repentino de certos valores dentro da casa da vítima onde costumava a agressora fazer alguns “biscates”. Na sequência disto após o pedido de esclarecimento sobre valores supostamente extorquidos por ela acabaram-se os tratamentos entre as duas gerando nela (atacante) a partir dessa data os sentimentos de aversão, cobiça em relação à vítima.

Acredite-se pela subtileza como o acto foi consumado que a autora do crime vinha estudando o plano meticulosamente em silêncio desde há muito aguardando o momento certo para a sua execução e, aconteceu efectivamente naquela manhã do dia 18 de Novembro de 2017, causando à pessoa lesada no momento queimadura graves numa parte do peito atingindo ainda parte das costas. (Acto premeditado). Por sorte a água não lhe atingiu a face o que seria ainda muito mais grave. A vítima surpreendida com a malícia da adversária apesar do estado de choque e de dor que se encontrava lançou-se à luta com a atacante (corpo-a-corpo).

Ora, no meio da briga entretanto ouviu ela a parte lesada uma voz: “nhoz dexa la”. Assim, se depreende o grau da insensibilidade que existe hoje na nossa sociedade. O mais caricato: foi ela a própria atacante que se apressou a dirigir à esquadra comunicando o facto. Embora antes alguém tinha já telefonado ao posto policial colocando-o ao corrente da situação. Apesar de ela livremente ter entregado a cabeça, passo a expressão, à autoridade pública, a sua acção não colocou a sua liberdade em causa. Sentindo-se com isto uma “heroína” auto proclamando “ uma nova Fenga” na zona.

Termino apresentando à família enlutada dos últimos acontecimentos os meus sentimentos de pesar e de muita coragem. Bom Natal a todos.

Tarrafal, aos 11 de Dezembro de 2017

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