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Telescópio russo entra em funcionamento no Brasil 08 Fevereiro 2017

O telescópio de alta tecnologia irá monitorar o lixo espacial e diagnosticar possíveis colisões com a Terra. Corresponde a um financiamento russo de 10 milhões de reais (c.350 milhões CVE), numa parceria em que ao Brasil cabe assegurar a logística e alguns custos de funcionamento.

Telescópio russo entra em funcionamento no Brasil

Entra em funcionamento, dentro de dias, o telescópio russo instalado no Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis, no estado de Minas Gerais. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), o processo de montagem, que começou em Novembro último, está na recta final.

O telescópio será voltado para o monitoramento de lixo espacial e para diagnosticar possíveis colisões com a Terra. A sua instalação é resultado de um acordo assinado em Abril do ano passado com a Agência Espacial Russa, que prometeu investir R$10 milhões (350 mil contos). Em contrapartida, o Brasil oferece a estrutura para a operação do equipamento, além de arcar com os custos de energia e internet, entre outros.

A parceria faz parte da segunda etapa de uma pesquisa desenvolvida pela Rússia, que já tem no seu território um telescópio voltado para o mapeamento de lixo espacial. Os russos buscavam um parceiro do Hemisfério Sul e encontraram condições favoráveis no Observatório do Pico dos Dias gerido pelo Laboratório Nacional de Astrofísica e vinculado ao MCTI.

A posição geográfica é um dos factores que contribuiu para a escolha do local. O telescópio no Brasil complementa o que está na Rússia na captura de imagens. Além disso, a região tem um céu que favorece a observação.

O Observatório do Pico dos Dias, situado a 1864 metros de altitude, já tem mais quatro telescópios. O equipamento russo será o mais avançado em funcionamento no Brasil. Com 75 cm de abertura, ele terá campo de visão mais abrangente e será capaz de mapear uma área maior que qualquer outro instalado em solo brasileiro.

Benefícios

Um dos benefícios da parceria para o Brasil é permitir que o país se prepare melhor para o lançamento de satélites, uma vez que terá dados mais detalhados dos percursos do lixo espacial. Há inúmeras peças grandes a orbitar o planeta Terra e as suas trajectórias têm de ser observadas para prevenir um impacto que pode ser destruidor. Actualmente, para colocar em órbita um novo equipamento, o Brasil tem de seguir recomendações da Nasa, a agência espacial norte-americana. No entanto, a agência não fornece informações detalhadas. Com o novo telescópio, haverá mais elementos para escolher a melhor órbita.

As imagens geradas pelo equipamento também vão beneficiar a investigação científica brasileira, relativa ao estudo de asteroides, cometas e estrelas. Todos os dados e fotos ficarão disponíveis para a comunidade científica, através de uma requisição a fazer ao Laboratório Nacional de Astrofísica.

Fonte: Agência Brasil

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