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Terror em Charlottesville: Trump tarda em condenar crime de ódio 14 Agosto 2017

James Fields, 20 anos (em primeiro plano, na foto), matou uma mulher de 32 anos e feriu mais 19 pessoas, no que a imprensa tem identificado como um ato terrorista ligado ao Vanguard America, movimento supremacista branco, que este sábado 12 se reuniu na cidade de Charlottesville, Virginia, a 200 quilómetros da capital dos Estados Unidos.

Terror em Charlottesville: Trump tarda em condenar crime de ódio

Também dois oficiais da polícia morreram na queda dum helicóptero "que estava a garantir a segurança em Charlottesville". A polícia está a investigar as causas do acidente, que ocorreu numa área arborizada, próxima a casas pouco antes da 17 horas (mais 4H em Cabo Verde).

A comunicação social volta a destacar o silêncio do presidente americano, embaraçado em conflito de interesses dada a sua relação comprometedora com os movimentos de ultradireita. Também das fileiras do partido Republicano, designadamente de Ted Cruz e Marco Rubio, surdiram críticas ao silêncio de Trump.

Trump tardou em reagir para condenar ’o crime de ódio’. O mesmo acontecera em fins de maio, no caso de Portland — um supremacista branco assassinou dois homens que defenderam duas jovens num caso de islamofobia e racismo (vd. "Trump só ao 4º dia reagiu pressionado ao duplo homicídio por supremacista", 31 Maio 2017) —: o presidente, que todos os dias está online, só ao quarto dia reagiu a expressar uma posição sobre o caso.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, reagiu de imediato, este sábado, para condenar ’o crime de ódio’

Movimentos nazistas que defendem ’América só de Brancos’ ressurgiram nesta presidência

Este sábado, diversos movimentos da extrema-direita reuniram-se em Charlottesville, no que foi autoproclamado como a reunião para avaliar o estado de força da supremacia branca no país.

James Fields aparece na foto tirada duas horas antes, na manifestação que ocorreu a um quilómetro do local onde dirigiu a sua carrinha contra pessoas que tinham convocado uma contra-manifestação.

Inspirados nos "movimentos fascista e nazista que ressurgem na América", os VA defendem que a América "pertence aos brancos" — uma classificação que exclui não só os primeiros habitantes, os índios, como demais imigrantes, desde negros, asiáticos e outros brancos, como por exemplo os judeus.

Dizem-se determinados a fazer a guerra e às mulheres pedem que "continuem no seu papel feminino de fornecer soldados para a luta".

Fontes: Washington Post, New York Times. Foto: James Fields com o símbolo do VA, adaptado dos movimentos fascista, nazista (escudo com o feixe de varas que, símbolo da soberania e união, neste caso está ligado a um machado de bronze para simbolizar o poder de vida e morte).

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