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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Tibo Évora estreia com o álbum “Pombinha” 07 Novembro 2015

O primeiro álbum do artista boavistense Tibo Évora já está disponível no mercado. O espectáculo de lançamento em Cabo Verde acontece este sábado, 7 de Novembro, na Rua de Lisboa, em S. Vicente. O artista vai ser acompanhado neste show por Ericson Neves Fonseca, que toca guitarra e assina a direcção musical, por Vladimiro Dias (bateria) Gugas Lopes (piano), Ivandro Moreira (baixo) e Samuel Cruz (cavaquinho).

Tibo Évora estreia com o álbum “Pombinha”

O CD tem a assinatura de Hernani Almeida, um dos grandes produtores muti-instrumentaistas do Mindelo, meca cultural de Cabo Verde e cidade berço de Cesária Évora, segundo este artista. “Hernani Almeida dá uma dimensão singular aos seus arranjos, encaixando-os num universo inovador e permitindo abordar a tradição musical cabo-verdiana de maneira original e cosmopolita”, assevera.

A mixagem é colorida e equilibrada. Além das composições de Tibo Évora, tem músicas de compositores como Teófilo Chantre, Tibau Tavares, Jorge Humberto, Palatino, Djim Job, que lhe compõem canções inéditas à sua medida. Também revisita a célebre morna “naviu navega” de Vasco Martins, conferindo-lhe um toque bem pessoal e fusionando a sua voz com Nana Almeida, músico cego e ex-corista de Cesária Evora.

Tibo Evora inova cantando pela primeira vez em “Ribeira de Cadjau”, um arrojado e inédito Foxtrot, com perfil de jazz crioulo dos anos 30, jamais feito em Cabo Verde. Trata-se de uma revolução musical, sendo este género típico das ilhas no Atlântico africano e antigamente apenas tocadas (e não cantadas) ao som do violão. Compõe a balada “Força” em memória de uma conversa tida com Cesária anos atrás.

Canta ainda “Pombinha, um ex-libris da Boa Vista. Originalmente composta por Luis Rendall (1898 – 1986), o qual deu voz à alma crioula nas suas belas “mornas galope” boavistenses, Tibo Evora homenageia as mulheres da sua ilha, rebaptizando “Pombinha”, com um refrão cadenciado e cantarolado por todas as crianças da sua ilha. É assim que Tibo passa a ser carinhosamente apelidado de “Pombinha” pelos locais.

Na canção “Karta bençoad”, o artista brinda-nos com uma pérola musical: um “Cola Sanjon” que remonta aos primórdios do povoamento das ilhas. Trata-se de um género enraizado na sua aldeia, Cabeça dos Tarrafes, e celebrado nas romarias e festas populares.

Em suma, Tibo Evora afirma-se com uma voz expressiva e virtuosa, inspirada no regresso à sua ilha, qual musa do seu trabalho artístico.

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