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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Trabalhadores da RTC vão manifestar-se na próxima semana 13 Setembro 2015

Os trabalhadores da Rádio Televisão Cabo-verdiana (RTC) vão manifestar na próxima quinta-feira, 17, o seu descontentamento contra os atrasos nas promoções e progressões e a forma como o processo de reestruturação está a ser conduzido. A decisão saiu de uma assembleia-geral realizada na cidadeda Praia, convocada pelo Sindicato da Indústria, Transportes,Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR), Associação de Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) e Comissão de Trabalhadores.

Trabalhadores da RTC vão manifestar-se na próxima semana

Os trabalhadores questionam em especial o processo de fusão da RTC com a Inforpresss, pelo modo como está a ser conduzido pelo Governo.
Também estão descontentes com o atraso nas promoções e progressões dentro da Rádio e Televisão Cabo-Verdiana (RTC).

Do encontro de sexta-feira saíram duas decisões importantes: realizar uma manifestação e elaborar um caderno reivindicativo, que será enviado ao Presidente do Conselho de Administração, acompanhado de um ultimato para resolver as questões pendentes ou, pelo menos, que assuma o compromisso de o fazer num período de tempo acordado entre as partes.

De recordar que, em Agosto último, o Conselho de Ministros aprovou o
decreto-lei que estabelece os termos da fusão, por incorporação, da Inforpress na RTC. O diploma materializa a fusão das duas empresas com transferência do património, direitos e obrigações.

Segundo o documento aprovado, a empresa que resulta da Fusão vai
denominar-se RTCI – Radiotelevisão Cabo-Verdiana & Inforpress, Sociedade Anónima. Manter-se-ão a designação, os logotipos e as marcas dos órgãos e serviços: TCV, TCV– Internacional, Agência Inforpress, RCV e RCV+.

O Governo garante que os direitos adquiridos dos trabalhadores da RTC e da Inforpress ficam salvaguardados, segundo os princípio da harmonização dos direitos e regalias. Diz ainda que os salários serão actualizados por categoria, de acordo com os valores mais altos praticados.

Outra garantia é que não vai haver despedimentos, embora “sem prejuízo da adopção de medidas que visem a saída acordada de trabalhadores, nomeadamente por via de rescisões amigáveis, da pré-reforma ou da reforma antecipada”, pontua o Executivo. Garantias que, ao que tudo indica, não convenceram os trabalhadores.

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