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Trabalhadores do serviço da recolha de lixo da Câmara Municipal da Praia manifestam-se por melhores condições de trabalho 25 Agosto 2017

Cerca de 30 trabalhadores afectos ao serviço da recolha de lixo da Câmara Municipal da Praia protestaram-se hoje, na Cidade da Praia, exigindo melhores condições de trabalho, direito a subsídio de risco e actualização de salário.

Trabalhadores do serviço da recolha de lixo da Câmara Municipal da Praia manifestam-se por melhores condições de trabalho

Em causa, segundo declarações dos trabalhadores à imprensa, está a forma como fazem o serviço da recolha de lixos sólidos no município e no hospital da Praia, assim como melhor salário por um trabalho “executado no meio de doenças e sujeiras”.

“Nos queremos equipamentos adequados para o tipo de serviço que fazemos, assim como direito ao INPS que nos é descontado, mas que não beneficiamos. Queremos maior dignidade como ser humano, como homens que limpam esta Cidade”, disse Narsicio Gonçalves Andrade.

“Praia ganhou um prémio de Cidade Limpa, mas nós que a limpamos não sabemos de nada”, referiu ainda o trabalhador do serviço de recolha de lixos da Câmara Municipal, para quem a reivindicação é “mais do que justa”.

O presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Serviços Afins (SIACSA), Gilberto Lima, lamenta o facto da autarquia da Praia ter vindo a arrastar com esta situação, que vem sendo reclamando há muitos anos.

“O trabalho que fazem é delicado e, por isso, necessitam de materiais de trabalho adequados para laborarem, pois, são homens que têm de apanhar cães em decomposição, limpar e recolher lixos do hospital”, confirmou.

Gilberto Lima explica, ainda, que a maior reclamação tem a ver com o salário de 15 mil escudos que os trabalhadores auferem, considerado pelo sindicalista de ” baixo , muito pouco” para o tipo de trabalho que executam, assim como subsídio de risco de 25 escudos por dia.

Por isso, o sindicato exige a manutenção do serviço público de recolha de resíduos urbanos, actualização de salários mais condignos com o serviço prestado benefícios do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Com esta manifestação, iniciada às 08:00 desta sexta-feira, os trabalhadores exigem melhores condições de higiene e segurança no local de trabalho, melhor e mais fardamento e meios de apoio à laboração daquele serviço camarário.

O SIACSA culpa a anterior gestão camarária pela persistência do problema que afecta estes trabalhadores, mas também o actual executivo, liderado por Óscar Santos, que “nem tem tido a delgadeza de responder as cartas enviadas pelo sindicato”. Fonte: Inforpress

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