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Trabalhar por 1 dólar/dia nas prisões americanas 18 Junho 2014

Milhares de imigrantes indocumentados trabalham por 1 dólar por dia em prisões americanas.

Trabalhar por 1 dólar/dia nas prisões americanas

O governo americano impede que empresas privadas contratem imigrantes sem documentos por viverem ilegalmente no país, mas o maior utilizador de mão-de-obra indocumentada é o próprio governo, segundo revela o jornal New York Times.

Em 2013, cerca de 60 mil imigrantes indocumentados trabalharam em prisões americanas, a maioria por 1 dólar por dia ou apenas em troca de produtos como chocolates ou crédito de telefone (as ligações nos presídios são caríssimas). O erário público pode estar a economizar 40 milhões de dólares por ano, mas organizações de imigrantes garantem que esse valor pode chegar a 200 milhões.

Em Abril, advogados de uma organização que luta pelos direitos dos imigrantes deram início a um processo contra as autoridades de imigração em Tacoma WA. As autoridades federais garantem que a adesão ao programa de trabalho nas prisões é voluntário, está estipulado por lei e alegam que o número de detidos querendo trabalhar é superior ao número de vagas.

Activistas garantem que o programa não é voluntário e que as empresas privadas que dirigem muitos centros de detenção se aproveitam das regras previstas na lei para transformar os detidos em mão de obra barata para trabalhar principalmente na preparação de refeições para os próprios reclusos.

No ano passado, 60 mil imigrantes trabalharam nas prisões pelo país, segundo ICE (policia de imigração). O trabalho é barato, em alguns casos treze centavos à hora, alguns não recebem nada pelo serviço e outros são pagos com refrigerantes.

O sistema de detenção de imigrantes custa cerca de 2 biliões de dólares por ano ao erário publico. O ICE usa 250 prisões para manter os imigrantes indocumentados, sendo que em 55 delas existe o trabalho voluntário. Governos estaduais controlam 21 dessas prisões e as restantes estão nas mãos de empresas privadas.

Duas empresas controlam a maioria dos presídios para imigrantes no país, Correction Corporation of America e GEO Group. No ano passado, a CCA teve uma receita líquida de 301 milhões de dólares e a GEO Group fez 115 milhões.

Carlos Spinola

@Spinola64

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