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Tráfico humano: Polícia salva 15 moçambicanas destinadas a Arábia Saudita 27 Agosto 2017

A polícia moçambicana encontrou as 15 mulheres, muitas delas aparentando ser de menor idade, a 420 km de casa, em Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde esperavam ser encaminhadas para a Arábia Saudita. Autores deste crime de tráfico, divulgado pela PRM na quarta-feira, 23, são dois moçambicanos e dois tanzanianos.

Tráfico humano: Polícia salva 15 moçambicanas destinadas a Arábia Saudita

As mulheres foram recrutadas no distrito nortenho de Nacala-Porto, em Nampula, a mais de dois mil quilómetros da capital, Maputo. A denúncia foi feita à corporação pelos moradores do bairro de Natite, na capital do distrito de Cabo Delgado, Pemba.

As quinze mulheres disseram à Rádio Moçambique, esta quarta-feira 23, que esperavam “emigrar” para um país rico, onde contavam encontrar “novas oportunidades para as suas vidas”.

Entretanto, os quatro homens identificados como responsáveis pelo crime negam tratar-se de tráfico de mulheres. A população tem sido encorajada a denunciar tráfico de pessoas através de campanhas. Este tipo de crime tem assolado o país.

A porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Malva Brito, confirmou tratar-se de um crime de tráfico de pessoas. São acusados dois moçambicanos e dois tanzanianos.

Moçambique flagelado com o tráfico humano e de órgãos

Moçambique está a registar com preocupação o aumento de casos de tráfico de pessoas. Mulheres e crianças são as principais vítimas deste fenómeno criminal, reconhece a procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, que defende haver um só caminho para se acabar com este mal.

Dados da Procuradoria-Geral da República de Moçambique, divulgados em 31 de julho, ‘Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas’, indicam que, só no primeiro semestre deste ano, foram reportados 11 casos contra 19 registados ao longo de 12 meses do ano passado.

A prática preocupa as autoridades: Moçambique é tido como um dos países de origem de tráfico de seres humanos, para fins diversos, tais como extração de órgãos, prostituição e trabalho infantil.

O último relatório divulgado pela antena moçambicana da Liga dos Direitos Humanos, abrangendo o período entre 2010 e 2014 , informa que as redes de tráfico de seres humanos recorre às rotas de Cuamba e Nchinji , no norte de Moçambique, Chire, Machanga e Beira, na região central, bem como Limpopo e a extremidade meridional, no sul do país.

O estudo aponta que a região do Grande Limpopo e do chamado quadrilátero de Manicalândia, no centro de Moçambique, tem sido flagelada com esse tráfico desumano de pessoas dirigido para o Zimbabué e a África do Sul.

Lei abrirá caminhos para acabar com o tráfico humano

Dois especialistas em direitos humanos da ONU sobre os migrantes pediram à União Europeia para abrir caminhos seguros e regulares para os deslocados.

A opinião foi publicada em carta-aberta assinada pelo relator especial das Nações Unidas sobre os direitos humanos dos migrantes, François Crépeau, e pelo presidente do Comité de Proteção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes, Francisco Carrión Mena.

Nela, eles demonstram uma “preocupação profunda” com a decisão do Conselho de Segurança da ONU de permitir que a União Europeia realize inspeções, interrupções e até mesmo use a força contra barcos ao longo da costa da Líbia utilizados para contrabando de migrantes.

“A cooperação internacional é certamente necessária para combater o crime organizado relacionado a essas atividades, mas a solução do Conselho de Segurança e da União Europeia errou o alvo”, afirmaram os relatores.

Segundo estes especialistas, a decisão mostra “ingenuidade” por parte dos Estados-membros que aprovaram a medida e não soluciona a questão, apenas desloca a atividade dos contrabandistas. Daí que os “países só podem efetivamente acabar com o contrabando quando houver leis que regulem esse mercado”, acrescentaram.

Fontes: Site do ACNUR. RFI. AIM- Agência Informação Moçambique. Foto: Cartaz da Interpol, a alertar que o tráfico humano está presente na maior parte dos países do mundo.

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