POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Transportes marítimos: UCID critica opção do Governo em lançar concurso internacional para linhas marítimas de cabotagem 21 Fevereiro 2018

A UCID posicionou-se hoje.20, contra o concurso internacional lançado recentemente pelo Governo para as linhas marítimas de cabotagem, que “não tem razão de existir”, quando deveria o executivo “tão-somente” disponibilizar uma linha de crédito aos armadores cabo-verdianos.

Transportes marítimos: UCID critica opção do Governo em lançar concurso internacional para linhas marítimas de cabotagem

Segundo o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), António Monteiro, em conferência de imprensa na manhã desta segunda-feira, no Mindelo, o Governo está na posse de um “dossiê completo” com “as medidas e as soluções” propostas pelos armadores cabo-verdianos, com o fito de minimizar os “impactos negativos existentes” neste momento nas rotas de cabotagem.

O também deputado eleito nas listas da UCID pelo círculo eleitoral de São Vicente, explicou, conforme a Inforpress, que os armadores cabo-verdianos “estão aflitos” tendo em conta que o tempo de concessão é “extremamente elevado, de 20 a 25 anos”, e a exclusividade que este documento propõe para estes mesmos armadores que vierem a ser contratados.

“A UCID entende que o Governo deveria tão-somente disponibilizar uma linha de crédito para que os armadores cabo-verdianos pudessem ter as condições para desenvolverem um melhor trabalho”, concretizou a mesma fonte, para quem, contas feitas, aludiu, qualquer empresa que trouxer cinco navios com idade até 15 anos vai pagar o “preço mínimo nunca inferior a 7 milhões de euros por cada um” para operar em Cabo Verde.

“As tarifas de cabotagem não são aumentadas há muitos e muitos anos, o que significa dizer que o frete marítimo entre as ilhas irá aumentar consideravelmente se o concurso for adiante”, o alertou o responsável político, que acrescentou que se o Governo não permitir esse aumento de tarifas terá de subsidiar estas linhas “a preço de ouro”.

“Mas como o Governo não tem dinheiro, significa que os contribuintes é que irão subsidiar essas linhas inter-ilhas”, ajuntou, lembrando que a proposta da Associação dos Armadores de Cabo Verde, com quem se reuniu semana passada, aponta para a aquisição de um único navio, e não de cinco, suficiente para harmonizar o transporte entre as ilhas, mais as embarcações Liberdade, Kriola e Praia d’Aguada.

“Os armadores têm capacidade técnica e conhecem a realidade cabo-verdiana e só lhes falta recursos financeiros que o Estado deverá colocar à sua disposição para termos uma cabotagem a servir o país”, sintetizou a mesma fonte.

Desemprego e habitação social vão ao parlamento

Segundo ainda a Inforpress, desta visita de círculo, os deputados da UCID vão levar ainda ao Parlamento, cuja sessão de Fevereiro principia na segunda-feira, 26, questões à volta do desemprego juvenil na ilha de São Vicente e “a problemática” da habitação, actualmente com “centenas e centenas de tectos” que continuam “a cair na cabeça das pessoas” em zonas como Campinho, Ilha da Madeira, Fonte Francês e Craquinha, entre outras localiddes.

Da mesma forma, após encontro com a direcção do Hospital Baptista de Sousa, a UCID vem chamar a atenção do Governo para agilizar o processo, ”já em andamento”, de aquisição de equipamentos de diagnóstico, a substituição das camas “com mais de 30 anos de uso” e a necessidade de dotar o hospital de mais médicos-especialistas.

Ainda conforma a agencia cabo-verdiana de noticias, o deputado defende que o hospital de São Vicente necessita de “mais recursos financeiros e humanos, para além de equipamentos”.

Mas a agenda da UCID náo ficou por aí. O partido dos democratas cristãos contactou, no âmbito da visita ao círculo eleitoral, direcção e trabalhadores das Alfândegas do Mindelo, os quais deram conta, segundo o líder António Monteiro, da “necessidade de melhorias” no funcionamento da instituição, que passam por “mais recursos humanos, substituição dos equipamentos informáticos já obsoletos” e o novo estatuto para os quadros da Alfândega, conclui a Inforpress.

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