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Trump “cleptocrata”, diz seu diretor da Ética demissionário 01 Agosto 2017

O diretor do órgão que respondia pela ’Ética no Governo’ (OGE) demitiu-se porque “como é que iria andar pelo mundo a falar sobre a nossa ética quando os atos do nosso presidente são de um cleptocrata?’, lamenta Walter Shaub ao ser entrevistado por ’’The Guardian’, esta segunda-feira, 31.

Trump “cleptocrata”, diz seu diretor da Ética demissionário

"O presidente usa hotéis e propriedades para reuniões governamentais” e “a publicidade que os seus empreendimentos privados obtêm com essa mediatização entram em conflito com o seu cargo” são algumas das razões que levaram Shaub a sair do OGE. Neste mesmo mês, julho, em que o Ministério Público francês condenou, por cleptocracia, o filho do presidente da Guiné-Equatorial a três anos de prisão efetiva e confiscação de bens.

O presidente Trump põe os Estados Unidos em risco de ser o país considerado uma ’cleptocracia’, alerta Sahub.

Este recém-ex-diretor de ética diz que viveu “embaraçado” com os laços entre a presidência e os negócios do presidente. Desde o seu ambíguo papel, em simultâneo senhorio que continua a gerir um hotel que está a arrendar como inquilino ao governo federal, sempre que se dão recepções nos empreendimentos (como na foto) de que Donald Trump é proprietário.

Ou ainda quando baixa um decreto a banir certos países muçumanos suspeitos de terem laços com o terrorismo e, à cautela, exclui da lista aqueles em que tem negócios privados.

Aparência é tudo

“As suas ações fazem parecer que ele está a aproveitar-se da presidência, e aqui a aparência é tudo, porque o que espero dele é muito mais do que “Tem de ter boas intenções”. O que lhe peço é “Tem de parecer que tem boas intenções e as suas ações mostram isso”, diz Shaub.

O que é que faz um milionário ao ser eleito presidente?
Shaub respondeu com o exemplo do que fizeram homens com fortuna e negócios avultados ao serem eleitos presidentes, mostrando que era para "ser e parecer" a sua anticleptocracia, ou seja que não usariam o cargo para enriquecer.

O presidente John F. Kennedy pôs os seus bens financeiros num fundo fiduciário cego — ou seja, que não podia gerir enquanto presidente. Afastou assim quaisquer suspeitas de estar a lucrar com o cargo máximo e outros seguiram-lhe o exemplo, mas não Trump, assinalou Shaub.

Foto Getty: Trump já eleito inaugura o hotel Trump, situado a curta distância da Casa Branca.

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