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EUA: Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel 07 Dezembro 2017

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou oficialmente, esta quarta-feira à tarde, a pretensão de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Telavive para Jerusalém.

EUA: Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

"Determinei que é tempo de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel", afirmou o chefe de Estado norte-americano, num discurso marcado para as 13 horas locais desta quarta-feira .

"O dia de hoje marca o início de uma nova abordagem entre Israel e os palestinianos", continuou, anunciando, como já era esperado, que vai dar ordens ao Departamento de Estado para mudar a embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.

Num discurso em que apelou à "calma", "moderação" e "tolerância", o presidente dos EUA disse que continua a defender uma "solução pacífica" entre Palestina e Israel.

Trump anunciou ainda que o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, viajará para Israel dentro de dias.

Ao dar este passo, os Estados Unidos transformam-se no único país do mundo a reconhecer uma pretensão antiga de Israel, ter Jerusalém como capital. A comunidade internacional nunca o legitimou, sendo que todas as embaixadas estão localizadas em Telavive, a capital israelita.

A notícia sobre a intenção de mudar a embaixada dos EUA foi avançada na terça-feira, depois de Donald Trump ter manifestado a vontade ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, ao rei da Jordânia, Abdullah II, e ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Pouco antes do discurso desta tarde, Trump considerou que o anúncio da mudança "há muito que já deveria ter sido feito".

"Muitos presidentes disseram que iam fazer qualquer coisa e não fizeram nada", acrescentou o chefe de Estado norte-americano, numa referência à intenção manifestada por vários dos seus antecessores de mudar a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, a "Cidade Santa" para cristãos, judeus e muçulmanos.

OLP e comunidade internacional contra decisão de Trump

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, considerou o anúncio dos EUA "um passo importante para a paz". Netanyahu considerou ser "um dia histórico", prometendo também manter o ’status quo’ nos locais santos de Jerusalém.

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) considerou que a declaração do Presidente dos EUA Donald Trump sobre Jerusalém "destrói" a solução de dois Estados, numa primeira reação ao seu discurso na Casa Branca.

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral da OLP Saëb Erakat disse que a decisão de Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel "destrói" a designada solução de dois Estados.

"Trump desqualificou os Estados Unidos de qualquer desempenho em qualquer processo de paz", acrescentou o dirigente palestiniano.

De visita à Argélia, o Presidente francês Emmanuel Macron qualificou por sua vez de "lamentável" a decisão de Trump e apelou a "evitar a qualquer preço as violências".

De decurso de uma conferência de imprensa em Argel, Macron sublinhou "o compromisso da França e da Europa à solução de dois Estados, Israel e Palestina convivendo lado a lado em paz e em segurança nas fronteiras internacionalmente reconhecidas com Jerusalém como capital dos dois Estados".

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlüt Çavusoglu, classificou esta quarta-feira como "irresponsável" o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel e a mudança para essa cidade da sua embaixada em Telavive.

"Recebemos com grande preocupação o anúncio irresponsável do Governo norte-americano de que reconhece Jerusalém como capital de Israel e transferirá a sua embaixada em Israel para Jerusalém, e condenamo-lo", escreveu o MNE na sua conta da rede social Twitter.

"Esta decisão é uma clara violação do direito internacional e das decisões das Nações Unidas sobre o assunto", acrescentou na mensagem difundida em turco e em inglês.

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