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Trump tem 66% de eleitores seus contra deportação de “crianças inocentes” 07 Setembro 2017

Votaram nele, mas puseram-se do lado dos manifestantes que protestam contra a lei — apresentada esta terça-feira, 5 — que abriu caminho à deportação de “crianças inocentes”.

Trump tem 66% de eleitores seus contra deportação de “crianças inocentes”

Manifestantes saíram esta quarta-feira, 6, às ruas para dizer à administração Trump que estão contra o encerramento do programa "Dreamers" (Sonhadores), que desde 2012 protege da deportação todo o imigrante que tenha chegado aos Estados Unidos ilegalmente ainda criança.

Na véspera, o chefe da Justiça tinha dito: "Estou aqui hoje para anunciar que o programa conhecido como DACA, que foi firmado sob a administração de Barack Obama, está a ser rescindido". O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, acrescentou que nenhum beneficiário do programa vai ser afetado antes de 5 de Março de 2018.

"Temos um sistema legal de imigração que atende ao interesse nacional, por isso não podemos admitir todos os que gostariam de vir pra cá. É simples assim. Essa seria uma política de fronteira aberta e o povo americano já rejeitou isso", justificou Sessions.

Mas no dia seguinte uma sondagem mostra que 77% dos americanos estão contra o encerramento do programa.

A bola está com o Congresso, Trump diz-se dividido

A manhã de terça-feira começara com um tweet do presidente Donald Trump que dizia estar dividido sobre a decisão que ia ser tomada.

O anúncio sobre o fim do programa chegou nessa mesma manhã, pela voz do “ministro da justiça”. Sessions lembrou que o Congresso tem um prazo de seis meses para tentar preservar as garantias dadas aos “ilegalmente imigrados na infância” de que não seriam deportados.

Também o líder dos republicanos, que funciona como presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, afirmou estar “esperançado de que o Congresso encontrará uma forma de manter esses jovens” no país.

O programa foi aprovado por Obama em 2012, como uma solução de emergência em virtude de o Congresso, dominado pelos republicanos, ter bloqueado todas as possibilidades de uma reforma imigratória.

Consequências: 300 mil ilegalizáveis em 2018

De acordo com as organizações Centro para o Progresso Americano e FWD, cerca de 1.400 pessoas vão perder, diariamente, autorização legal para trabalhar nos Estados Unidos, tão-logo as autoridades da imigração deixarem, por força da medida, de processar novas solicitações.

Cerca de 300 mil pessoas podem cair na ilegalidade em 2018, caso o Congresso não actue para preservar as garantias do programa e mais de 320 mil pessoas podem tornar-se ilegais entre Janeiro e Agosto de 2019.

Fontes:Washington Post. Foto AP

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