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Turbulência na TACV: Líder da UNTC-CS denuncia estratégia ditatorial e de intimidação a trabalhadores 04 Mar�o 2018

O Líder da UNTC-CS denunciou, hoje, em conferência de imprensa na Praia, aquilo que considera ser «a estratégia ditatorial e de intimidação a trabalhadores utilizada pela actual administração da TACV em privatização». Um facto que, segundo Joaquina Almeida, está a conduzir ao desequilíbrio psicológico dos trabalhadores no activo ou a serem transferidos, ao invés da empresa chamar a todos ou seus representantes para dialogar e negociar.

Turbulência na TACV: Líder da UNTC-CS denuncia estratégia ditatorial e de intimidação a trabalhadores

A responsável máxima da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde fez questão de realçar que esta situação está a mexer com a dignidade do trabalhador, enquanto pessoa humana. « Os trabalhadores têm sofrido ao longo desses últimos tempos por uma espécie de MOBBING (assédio profissional) face ao total abandono, silêncio e pressão a que foram sujeitos pela administração da TACV», fundamentou.

Joaquina Almeida informa, por outro lado, que há repercussões económicas, desestruturação familiar, entre outros danos já causados pela mobilidade repentina de trabalhadores ainda no activo de uma ilha para outra, por causa do fecho de agências, nomeadamente as de S. Vicente e Santo Antão, mas feito sem qualquer aviso prévio ao colectivo.

Referindo-se ao processo de indemnizações do pessoal, a sindicalista denuncia que a TACV não vem respeitando o estipulado no Código Laboral no que concerne ao processo de despedimento, o que é absolutamente condenável. «A TACV, por conveniência, recorre-se agora à figura do despedimento colectivo, ignorando e lesando os trabalhadores nos seus direitos adquiridos e não só», anotou.

Para a SG da UNTC-CS, a TACV está a agir com pressão ao pessoal e à margem da lei, o que é inconcebível. «Outra constatação registada é a forte pressão que a administração da TACV está a exercer sobre os trabalhadores que estão em exercício diário das suas funções, como se não bastassem as pressões inerentes à própria situação por que passam».

Diante de tudo isto, Joaquina Almeida pede a abertura urgente do processo de pré-reforma dos trabalhadores iniciados pelos sindicatos do sector da aviação civil. «A UNTC-CS e os trabalhadores exigem a reabertura do processo de pré-reforma, a resolução dos pendentes, bem como o diálogo para a negociação de rescisão por acordo mútuo», propõe a SG da UNTC-CS, exigindo, mais uma vez, que o Governo da República chame e envolva os sindicados representativos dos trabalhadores nesse processo. Tudo, conclui Joaquina Almeida, no sentido de garantir a tranquilidade do pessoal e paz social em Cabo Verde.

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