DIÁSPORA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Vem aí a Gala Cabo-verdianos de Sucesso na Diáspora 13 Junho 2017

O governo acaba de anunciar, através do Primeiro-ministro, a sua intenção de promover, no próximo mês de setembro, aquilo que convencionou chamar a « I Gala Cabo-Verdianos de Sucesso na Diáspora, nos Estados Unidos da América». A meta é captar recursos e competências dos emigrantes para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Vem aí a Gala Cabo-verdianos de Sucesso na Diáspora

Ulisses Correia e Silva, que falava no I Encontro dos Investidores da Diáspora Cabo-Verdiana realizado no último Domingo em Portugal, precisou que o objectivo é que este evento - que será promovido em parceria com a Presidência da República-, permita ao país estabelecer contactos e conhecer a sua diáspora e, assim, “sabermos com quem contar e como nos dirigir a eles, para desenvolver qualquer especialidade em Cabo Verde».
«São, também, iniciativas que elevam a auto-estima do país”, reforçou Ulisses Correia e Silva, adiantando que, para esta I Gala, será feita uma seleção de duzentos e cinquenta cabo-verdianos, que se distinguem na diáspora, neste caso em concreto na sociedade norte-americana.

O chefe do governo lembrou igualmente que a diáspora cabo-verdiana é uma extensão da nação cabo-verdiana, representativa da cultura, da língua e da identidade dos cabo-verdianos, e que, por isso, deve ser aproveitada para ser, também, um potencial mercado.

“Se em Cabo Verde somos 500 mil, com a nossa diáspora somamos muito mais que isso, transformando o país num espaço comercial e de competências”, sustentou Correia e Silva, indicando que há cabo-verdianos espalhados nos Estados Unidos, na Europa, na Asia e na África, com capacidades e competências, desde a primeira geração à terceira geração, no domínio político, académico, de investigação, na medicina, no setor empresarial, no desporto, na cultura, entre outros.
Estatuto e investimentos de emigrantes

Por considerar ser um dos maiores capitais de Cabo Verde, o PM defende que as competências das diversas gerações de cabo-verdianos na diáspora devem ser aproveitadas, para que se possa transitar da fase de remessas dos emigrantes, que continua sendo importante, para uma fase complementar, a de troca de competências.

Conforme o Primeiro-ministro, o governo está a criar todas as condições para que os emigrantes possam investir no país, transmitir know-how, e que tenham uma participação mais ativa em Cabo Verde.

“Já estamos a trabalhar com as Ordens, dos Advogados, dos Médicos, Engenheiros e Arquitetos, no sentido de rompermos algumas barreiras que existem no tocante a desenvolver e facilitar a circulação dos nossos recursos, esses que podem dar um contributo muito importante ao país”, considerou Ulisses Correia e Silva.

Referindo-se à relação económica com a diáspora cabo-verdiana, o Primeiro-ministro assegurou a implementação do Estatuto do Investidor Emigrante, com incentivos e benefícios próprios, equiparando-os aos investidores externos, para que possam ter as melhores condições de investir no país e aumentar o leque de investimentos.

O chefe do governo considerou que, na área do turismo há indicações para disponibilizar, nas ZDTI (Zonas de Desenvolvimento Turístico Integrado), parcelas específicas para investimento dos emigrantes, sendo uma forma, segundo o Primeiro-ministro, de incentivo para a entrada dos emigrantes neste segmento de investimento.

Ulisses Correia e Silva revelou ainda, no ato de encerramento do I Encontro dos Investidores da Diáspora Cabo-Verdiana, que aconteceu este fim-de-semana, em Santa Maria da Feira, Portugal, que depois dos Estados Unidos da América, será a vez de Portugal receber a gala que irá juntar todos os cabo-verdianos da Europa, à volta do mesmo conceito.

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