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Vinhos do Fogo escolhidos como projecto piloto para reconhecimento do estatuto de denominação de origem 22 Julho 2017

Os vinhos produzidos na ilha do Fogo foram escolhidos como projecto-piloto para fins de reconhecimento do estatuto de denominação de origem e indicação geográfica, confirmou, hoje (21), o Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual (IGQPI).

Vinhos do Fogo escolhidos como projecto piloto para reconhecimento do estatuto de denominação de origem

Em declarações à imprensa citada pela Inforpress, paralelamente ao seminário sobre “A protecção das Indicações Geográficas (IG)”, o presidente do IGQPI, Abraão Lopes, explicou que o reconhecimento de produtos nacionais como denominação de origem/IG, constitui uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento sustentável das áreas geográficas.

Afirmou que a proteção dos vinhos do Fogo, produtos específicos da ilha, beneficia as comunidades locais, gerando impactos positivos na economia local e do próprio país.

“As indicações geográficas constituem activos da propriedade industrial e importantes ferramentas na protecção, reconhecimento e valorização dos produtos e das áreas geográficas relacionadas aos mesmos”, sublinhou Abraão Lopes à Inforpress.

Na ocasião, o presidente do IGQPI disse também que, além dos vinhos do Fogo, projectos idênticos vão ser implementados em relação a outros produtos nacionais, nomeadamente café, queijo e aguardente, que serão objectos posteriores de estudos de denominação de origem e identificação geográfica.

“Neste momento estamos a pensar na potencialização dos produtos nacionais com vista exportação. E nada melhor do que serem portadores de uma indicação geográfica que está por detrás de uma certificação da qualidade”, confidenciou Abraão Lopes aos jornalistas.

Diz a mesma fonte que o IGQPI está a criar as melhores condições possíveis para que os produtos nacionais possam conquistar novos mercados e serem valorizados a nível nacional e internacional, assegurou Abraão Lopes.

Com a realização do seminário de informação, sensibilização e capacitação sobre a protecção das IG, Abraão Lopes disse que o IGQPI pretende levar ao público, e em particular, à classe empresarial e aos produtores nacionais, o conceito de indicações geográficas e denominações de origem e a sua importância e impacto directo na valorização dos produtos genuinamente cabo-verdianos.

O seminário é promovido no âmbito da cooperação com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Governo de Cabo Verde, através do IGQPI, e a Direcção-Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP).

No âmbito do processo de reconhecimento do estatuto de denominação de origem e indicação geográfica dos vinhos do Fogo, uma delegação composta por representantes da OMPI, do IGQPI e da DGASP estará nesta ilha, de 24 a 27, para trabalhar com os produtores de vinho.

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