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Irma, de novo um furacão de categoria 5, atinge a costa Norte de Cuba 09 Setembro 2017

O Irma voltou a aumentar de intensidade e é novamente um furacão de categoria 5, a máxima na escala de Saffir-Simpson. A tempestade atinge agora a costa norte de Cuba, de onde milhares de turistas foram retirados e se teme que repita a devastação que causou noutras ilhas das Caraíbas, provocando pelo menos 23 mortos. No seu rasto segue o Jose, que já é furacão de categoria 4 e começará a atingir as ilhas já devastadas neste sábado, enquanto o Katia perdeu alguma intensidade antes de atingir o estado mexicano de Vera Cruz na última noite.

Irma, de novo um furacão de categoria 5, atinge a costa Norte de Cuba

“Há rajadas muito fortes de vento. A chuva vai e vem com grande intensidade, não temos electricidade”, contou Anaida Gonzalez à agência Reuters, uma enfermeira reformada que reside na província de Camaguey, no centro de Cuba.

O Irma era já sentido com grande intensidade na noite de sexta-feira na costa nordeste da ilha, numa altura em que o centro da tempestade atingia o arquipélago de Camaguey, com ventos a rondarem 260 quilómetros por hora – este é o primeiro furacão de categoria cinco a atingir Cuba em quase um século. O cenário deverá agravar-se nas próximas horas, com os meteorologistas a preverem uma subida do nível do mar na ordem dos três metros, chuva e ventos muito fortes ao longo das províncias de Sancti Spiritus e Villa Clara, zonas muito importantes para o sector turístico de Cuba.

Também em alerta estão as ilhas do centro e noroeste do arquipélago das Bahamas – até agora poupado ao pior do furacão – à medida que a tempestade se encaminha para Norte, em direcção à Florida, que deverá começar a ser atingida pelo Irma no domingo. As autoridades norte-americanas não poupam nas palavras para alertar para os riscos de um furacão que prevêem terá efeitos “catastróficos” e “devastadores”.

“Estamos a ficar sem tempo”

Segundo a divisão estadual da agência de situações de emergência dos EUA (FEMA) 5,6 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população total da Florida, estão abrangida pelas ordens de evacuação, naquela que é já considerada a maior operação do género da História dos EUA.

“Estamos a ficar sem tempo. Se estão em zonas abrangidas por ordens de evacuação, têm de partir. Esta é uma tempestade catastrófica como o nosso estado nunca viu”, avisou, sexta-feira à noite o governador da Florida, Rick Scott.

Centenas de milhares estão a deixar as suas casas, depois de as terem protegido como conseguiram, mas as filas nas auto-estradas e a escassez de combustível (um terço das estações de serviço nas áreas metropolitanas do estado estão sem gasolina) estão a dificultar a evacuação.

Numa mensagem e vídeo divulgada sexta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou que o Irma “é uma tempestade com um potencial destrutivo absolutamente histórico” e pediu à população para seguir as recomendações das autoridades. O seu conhecido resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, está no caminho do furacão e recebeu também ordens de evacuação.

Nas Caraíbas, as ilhas mais afectadas tentam regressar à normalidade, uma tarefa mais difícil em zonas que foram quase totalmente devastadas, como a pequena ilha de Barbuda, onde 95% dos edifícios foram destruídos ou sofreram danos graves, ou nos territórios ultramarinos franceses de Saint Martin e Saint Barthélemy, onde pelo menos 11 pessoas perderam a vida. Ao todo, segundo números reunidos pelo jornal britânico Guardian, o Irma fez pelo menos 23 mortos.

O Irma está a chegar à Florida e ninguém pode ficar em casa

Mas o pesadelo pode estar longe do fim, com a aproximação, numa rota inicial muito semelhante à seguida pelo Irma, do furacão José. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), os ventos no centro da tempestade atingiram já os 250 km/h – o que faz dele um furacão de categoria 4 –, esperando-se que ganhe força à medida que se aproxima do Nordeste das Caraíbas, onde deverá chegar durante este sábado.

Já o Katia, que há vários dias permanecia estacionário no golfo do México, entrou ao final da noite de sexta-feira no estado mexicano de Veracruz, atingindo a cidade portuária de Tecolutla com ventos na ordem dos 120 quilómetros por hora. No entanto, a tempestade está a perder rapidamente intensidade – ao início da manhã o NHC reduziu-o à categoria de tempestade tropical, com ventos a soprar com uma intensidade de 70 quilómetros por hora.

C/Publico.pt

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