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Cidade de Assomada: Espetáculo para recordar vida e obra de Norberto Tavares 27 Dezembro 2017

Cidade de Assomada está culturalmente movimentada. Um dia após se assinalar sete anos sobre o falecimento do músico, compositor e intérprete Norberto (a 26 de dezembro de 2010), o Centro Cultural Norberto Tavares (CCNT) leva a efeito, nesta quarta-feira, 27, o espetáculo “Norberto Vive! – Recordar o Artista, sete anos depois de partir”.

Cidade de Assomada: Espetáculo para recordar vida e obra de Norberto Tavares

O evento que conta com a produção de Gil Moreira e a organização da Câmara Municipal de Santa Catarina.

Conforme a produção, a partir das 10h00 (e durante todo o dia), o Quintal Orlando Pantera do CCNT vai acolher um Matutino com composições de Norberto e animação com temas do Artista, em Gira Discos. A agenda inclui ainda a Conferência “Vida e Obra de Norberto Tavares”, por Luís Carlos Gonçalves, um jovem técnico da Direção de Cultura da Câmara Municipal de Santa Catarina, cuja monografia da sua Licenciatura em História versou “A música como veículo para a descolonização da mente no Cabo Verde pós-independência”: O caso das composições de Norberto Tavares”. Estão também previstas « Alâ Mundo Ta Kaba (Dança) e um concerto com Papá Nuni & Banda.

Vida e obra de Norberto

Convém lembrar para os mais jovens, que Norberto Tavares nasceu a 6 de junho de 1956, no Concelho de Santa Catarina e emigrou para Portugal na década de 1970, onde gravou alguns álbuns de funaná, o seu género musical de eleição. Em Portugal, formou um grupo denominado Black Power, juntamente com outros músicos de Cabo Verde. Norberto lançou seu primeiro álbum de funaná e batuco em 1975. Produziu várias gravações ainda em Portugal, antes de emigrar para os Estados Unidos, em 1979.

Conforme diz em nota a produção do espetáculo, apesar de ter vivido quase toda a sua vida fora de Cabo Verde, Norberto Tavares continuou a refletir nas suas músicas as preocupações e o sofrimento do povo das ilhas, mas também a esperança das gentes num mundo melhor. Por causa disso, foi considerado ativista político, embora se tenha sempre considerado "um crítico de condições sociais injustas".

Entre os seus álbuns mais conhecidos encontram-se ‘Nôs Cabo Verde di Sperança’ (1976), "Volta pa Fonti (1979), ‘Jornada di un Badiu’ (1989) e “Hino di Unificaçon” (1993), que se tornaram parte fundamental do repertório popular caboverdiano.

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