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PAICV preocupado com situação de desemprego no Porto Novo: Líder concelhia acusa edil local de perseguição política, discriminação e nepotismo 25 Abril 2018

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) de Porto Novo, Santo Antão, anunciou, hoje, em conferência de imprensa, estar preocupado com a actual situação do desemprego por que passam as famílias do Concelho. É que, segundo a 1ª secretária deste partido, Elisa Pinheiro, a situação do desemprego local é dramática. A dirigente da maior força da oposição acusa,por outro lado, o edil Aníbal Fonseca de ter em marcha uma estratégia de perseguição política aos militantes tambarinas, ao mesmo tempo que denuncia prática de actos de discriminação e nepotismo, inventando ou atribuindo vagas de emprego, que têm surgido na Câmara Municipal, às pessoas próximas do MpD.

PAICV preocupado com situação  de desemprego no Porto Novo: Líder concelhia  acusa edil local  de perseguição política, discriminação e nepotismo

Para a responsável do PAICV no Porto Novo, existe uma grande pressão por parte de alguns serviços do Estado, sobre militantes, simpatizantes e amigos do seu partido. Isto através do trabalho extraordinário não remunerado, da carga exagerada de trabalho e ameaças de processos disciplinares sem fundamentos aos mesmos. Tudo com o objectivo de provocar e/ou fazer desistir esses trabalhadores, para que possam atribuir alguns lugares que agora ocupam à “clientela” do MpD.

“Em qualquer regime democrático, não há lugar à discriminação, ao nepotismo e à perseguição política. Infelizmente, não é isto que acontece no Concelho do Porto Novo. Aliás, durante a campanha para as eleições autárquicas, Aníbal Fonseca prometeu não discriminar, nem perseguir ninguém, e ser um presidente de todos os portonovenses. No entanto, após a sua tomada de posse, a primeira decisão que tomou foi o despedimento de todos aqueles que, no seu entender, são conotados com o PAICV, para colocar nos seus lugares, pessoas afectas ao MpD”, aponta.

Referindo-se à situação sócio-laboral no concelho, a líder local o PAICV considera que a Câmara tem prejudicado “sobremaneira” a promoção do emprego e o desenvolvimento do Concelho. Por isso, Elisa Pinheiro é da opinião que os jovens não conseguem criar o seu próprio emprego nem tão pouco contribuir para dar emprego a outras pessoas.

“A igualdade de oportunidades para os concursos a cargos públicos deixaram de existir e os candidatos são seleccionados directa e exclusivamente por agentes do MpD, com base no amiguismo, compadrio e militância política do partido no poder”, anota.

Discriminação no emprego

Preocupado com a situação “dramática” por que passam as famílias, o PAICV critica a forma como a edilidade e o MpD utilizam os critérios para a empregabilidade dos cidadãos.

“Na maioria das comunidades do Concelho, a selecção dos trabalhadores para as poucas frentes de trabalho abertas, no âmbito da mitigação dos efeitos do mau ano agrícola, deixou de ser uma incumbência tradicional das Associações Comunitárias, passando a ser uma tarefa reservada aos comissários políticos do MpD, que têm utilizado esta função como uma oportunidade para favorecer os seus parentes, amigos e colegas do partido, em detrimento de chefes de famílias numerosas, que ficam assim privados de ter um emprego para sustentar os seus agregados familiares” critica.

Face a estas inquietações, o maior partido da oposição apela ao presidente da Câmara Municipal do Porto Novo e ao chefe do Governo a terem uma postura de Estado, como forma de cumprir os preceitos elementares da democracia, “não só na utilização de critérios justos para todos os cidadãos, como também, no cumprimento das várias promessas feitas ao eleitorado, e que ditaram os resultados das últimas eleições”.

Celso Lobo

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