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Parlamento: MpD congratula-se com o aumento da taxa do emprego, mas oposição diz não haver motivos para festa 23 Abril 2018

O MpD (poder) congratulou-se hoje com o aumento da taxa do emprego no país, enquanto o PAICV e a UCID, ambos da oposição, entendem que não há motivos para a “festa”, porque o numero de desempregados aumentou.

Parlamento: MpD congratula-se com o aumento da taxa do emprego, mas oposição diz não haver motivos para festa

Para o grupo parlamentar do Movimento para a Democracia, regista-se uma “evolução positiva” de indicadores macroeconómicos, nomeadamente o crescimento económico, os dados do emprego e o clima de confiança que, na sua perspectiva, “têm gerado algum descontentamento e desorientação junto do maior partido da oposição (PAICV)”.

O MpD acusou ainda o partido da estrela negra de “judicialização” da política.

“Foi neste quadro que apresentou infundadas denúncias contra o vice-primeiro-ministro junto da Procuradoria-Geral da República (PGR) que, prontamente investigou e determinou o arquivamento do processo”, precisou o grupo parlamentar do MpD, referindo-se ao PAICV.

Na perspectiva dos deputados “ventoinhas”, houve a “tentativa maquiavélica” dos “tambarinas” em “enlamear o bom-nome” de Olavo Correia e do Governo.

Reagindo a esta acusação, o PAICV desmentiu dizendo que em nenhum momento apresentou alguma denúncia contra Olavo Correia junto da PGR.

Segundo o MpD, medidas adoptadas pelo actual Governo contribuíram para “acelerar o ritmo de crescimento económico no último trimestre de 2017, situando-se nos 4,7% em termos homólogos e registando o valor mais alto dos últimos 37 trimestres consecutivos”.

No dizer do PAICV, é “lamentável” a leitura que o MpD faz dos dados relativos ao desemprego.

“O que aconteceu foi a destruição de 5950 postos de trabalho, ou seja, 5950 cidadãos que estavam a trabalhar em 2016 ficaram desempregados em 2017”, indicou o maior partido da oposição, recomendando aos deputados do MpD a ler “correctamente os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE)”.

Por sua vez, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) também entende que “não há nenhum motivo” para os cabo-verdianos estarem “satisfeitos” com os dados do desemprego apresentados pelos deputados do MpD.

“Quando o país perde, de 2016 para 2017, 5950 empregos, isto é, 5950 pessoas deixaram de ter o rendimento e estarmos a vangloriar, significa que alguma coisa não vai bem neste país”, realçou a UCID, acrescentando que o que deve contar é o número de famílias que deixou de ter o rendimento.

Para o ministro de Estado e Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire, são os dados que estão a falar.

“A média do crescimento económico em 2009 e 2015 foi de 0,9 por cento (%). Hoje, Cabo Verde cresce a 4%. Estamos a crescer quatro vezes mais”, revelou o governante, para quem há “mais confiança na economia”.

Fernando Elísio Freire fez saber ainda que as medidas e políticas estruturais estão a surtir efeito.

“Hoje, estamos numa situação muito melhor do que estávamos há dois anos”, enfatizou o ministro, lembrando que o Governo aumentou o salário mínimo nacional de 11 para 13 mil escudos e que a tarifa social da água e electricidade vai beneficiar cerca de 30 mil famílias cabo-verdianas.

“O Governo tem o país na direcção certa e hoje a confiança dos cabo-verdianos é muito mais do que era há dois anos”, concluiu Fernando Elísio Freire. Fonte: Inforpress

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