POLÍTICA

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Encerramento do XV Congresso do PAICV: Janira Hopffer Almada promete trabalhar por um Cabo Verde melhor e mais solidariedade entre os militantes 20 Fevereiro 2017

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, encerrou, no domingo, 19, no Auditório Nacional, Cidade da Praia, o XV Congresso do partido, com um discurso centrado nos progressos registados no país durante os últimos quinze anos da governação do seu partido e nos desafios futuros da organização - com mais solidariedade entre as estruturas e os seus membros. Agora relegitimada com o conclave do último fim de semana, a líder tambarina promete renovar os valores que definem o ideal do partido, lutando « em prol de um Cabo Verde melhor para todos os seus filhos»

Encerramento do XV Congresso do PAICV: Janira Hopffer Almada promete trabalhar por um Cabo Verde melhor e mais solidariedade entre os militantes

Conforme Janira Hopffer Almada , os ganhos, as conquistas e os progressos de Cabo Verde foram sentidos pelas populações principalmente durante os últimos quinze anos em que o seu partido esteve no poder. “Basta analisar e comparar as condições de vida dos cabo-verdianos de há quinze anos e as de hoje. Antes, os índices de desenvolvimento do país eram muito menores do que temos agora em vários sectores, nomeadamente com mais acesso a água, luz, escolas, formação profissional, ensino superior e o aumento do turismo e da produção agrícola”, apontou.

Para a líder do maior partido da oposição, o debate e a aprovação da Moção de Estratégia de Orientação Política Nacional e das listas de candidatura ao Conselho Nacional e à Comissão Nacional de Jurisdição e Fiscalização neste XV Congresso constituíram um “projecto partilhado”. Tudo, segundo ela, como forma de fortalecer o PAICV e de continuar a protagonizar o desenvolvimento humano no país para índices mais elevados.

“Lutaremos sempre pela dignificação da política ao serviço da cidadania, da democracia e da afirmação do PAICV como grande referência da memória colectiva dos cabo-verdianos, sendo este o nosso sentido do dever de servir o Partido e Cabo Verde”, realçou emocionada.

Compromisso com o partido e com os militantes, compromisso com Cabo Verde e com os cabo-verdianos e um PAICV atento ao desempenho da governação do país, são os três eixos da Moção de Estratégia que Janira apresentou no segundo dia do Congresso e que considerou como “condição primordial” para resgatar a imagem do partido junto da sociedade que, de alguma forma, deseja, segundo ela, um desenvolvimento humano sólido, estável e sustentável.

“Num momento particular da vida interna do partido, confrontado com uma governação que coloca profundas preocupações, importa que o PAICV, enquanto instituição pública, cerre fileiras e dedique particular atenção à sua vida interna, ao país e à cidadania, bem como ao desempenho do Governo”, apelou aos presentes.

Janira não deixou, no entanto, de apontar que a renovação, a reorganização e o reforço do funcionamento das estruturas é uma das suas grandes prioridades, isto para que o PAICV possa estar preparado para os próximos embates políticos. “A coesão interna e a solidariedade entre os seus membros e a credibilidade pública do Partido, só serão possíveis quando a liberdade de expressão das diferenças for compatível com os princípios democráticos que regem a postura do colectivo dos militantes e simpatizantes, no estrito respeito pelos deveres estatutários”, alertou.

Diante dos desafios referidos, JHA recomendou a todos - seja qual for o nível da estrutura em que se encontrem - que prestem o maior interesse à solidariedade intra-partidária. “Temos de ser uma organização política de todas as horas, do quotidiano da sociedade e não somente para os períodos eleitorais”, preveniu.

A paridade de género

A paridade de género foi um dos aspectos muito discutido no último dia do Congresso. A presidente da Federação das Mulheres do PAICV, Joanilda Alves, defendeu que o número de mulheres que integram as organizações políticas cabo-verdianas devia ser maior. “Pois, o papel que esta camada desempenha no processo de desenvolvimento do país, tem que - legitimamente e por mérito próprio-, ter uma ampla integração nas actividades do partido. Por isso, esta responsável propõe que, na formação das listas dos partidos políticos para os diferentes órgãos, pelo menos entre 40 e 60 por cento dos candidatos em lugares elegíveis sejam ocupados por mulheres.

Quem também partilha da mesma visão é a actual líder do PAICV. Nesta perspectiva, Janira Hopffer Almada exortou a todas as mulheres no sentido de serem mais activas, lutadoras e dedicadas para a disputa da liderança dos órgãos do Partido - quer a nível da base, quer a niveldo sector ou da cúpula. "As mulheres, mais do que nunca, devem envolver-se e participar mais na construção de um país mais livre, mais democrático e igualitário para todos”, rematou.

JHA concluiu que, com o XV Congresso, o seu partido saiu mais forte e Prometeu trabalhar «para um PAICV com proximidade efectiva entre seus militantes e conectado com a sociedade cabo-verdiana, nas suas mais diversas dimensões».

O encerramento, no domingo, do conclave tambarina ficou marcado por momentos da euforia e festa, trazendo «a sensação do dever da missão cumprida». Isto depois de três dias de debates, com a participação de mais de meio milhar de delegados nacionais e da Diáspora e varias personalidades de partidos políticos estrangeiros - Portugal, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, entre outros países.

Celso Lobo

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