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Fome mata 110 pessoas na Somália: Secretário-geral da ONU no país para examinar a situação e ajudas humanitárias 08 Março 2017

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, se encontra, desde terça-feira, na Mogadíscio, onde realizou, imediatamente, uma reunião para analisar a actual crise humanitária, provocada pela seca, com o Presidente somalí, Mohamed Abdullahi Mohamed “ Farmajo”, informou a imprensa local.O país anunciou que, nas últimas 48 horas, pelo menos 110 pessoas morreram de fome numa única localidade - Baidoa- desse pais africano.

 Fome mata 110 pessoas na Somália: Secretário-geral da ONU no país  para examinar a situação e ajudas humanitárias

Conforme a Panapress, a situação atual do país, nomeadamente as consequências da seca, que afeta várias províncias da Somália, e os meios de fazer face a este fenómeno - fazendo chegar as ajudas humanitárias às vítimas -, estiveram no centro das discussões entre o SG da ONU, o responsável onusino e o presidente somalí. Mais tarde, Antonio guterres teve encontros com vários ministros do Governo Federal, precisou a mesma fonte.

De acordo com as últimas notícias, Guterres também foi a Baidoa, capital da região de Bay, uma das mais prejudicadas pela seca e onde na semana passada morreram 110 pessoas em apenas 48 horas devido à escassez de água e às doenças agudas.

Neste ano, pelo menos 196 pessoas morreram por essas doenças, especialmente no sul do país, enquanto mais de 7,9 mil pessoas foram afetadas pelo novo surto de cólera, segundo a ONU.

É de salientar que, segundo informou primeiro-ministro da Somália, Hassan Ali Khaire, à agência noticiosa Reuters, 110 pessoas morreram de fome nas últimas 48 horas numa única região do país -Baidoa, capital da região de Bay - onde uma grave seca afeta milhões de pessoas. Este é o primeiro balanço de mortes devido à seca anunciado pelo Governo, que, na terça-feira última, declarou uma situação de "catástrofe nacional".

Khaire falava durante um encontro com o Comité Nacional da Seca e o balanço é relativo à região de Bay, no sudoeste da Somália.

Neste ano, pelo menos 196 pessoas morreram por essas doenças, especialmente no sul do país, enquanto mais de 7,9 mil pessoas foram afetadas pelo novo surto de cólera, segundo a ONU.

Agências humanitárias calculam, por seu turno, que cerca de três milhões de pessoas correm o risco de passar a fome na Somália devido à seca.

Conforme a imprensa internacional, milhares de pessoas têm-se deslocado para a capital da Somália, Mogadíscio, em busca de ajuda alimentar. Recentemente, mais de 7.000 deslocados chegaram a um centro de fornecimento de alimentos.

Seca, conflitos e ajudas

A seca é a primeira crise que o novo Presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed, tem de enfrentar no país, muito fragilizado devido a secas anteriores e a 25 anos de conflito - o grupo extremista Al-Shabab continua com os ataques.

Estima a Organização Mundial de Saúde que mais de 6,2 milhões de pessoas na Somália, o que corresponde a metade da população do país, precisam de ajuda humanitária urgente - são necessários US$ 825 milhões para atenuar as consequências da seca registrada nos últimos meses.

Segundo a agência da ONU, mais de 363.000 crianças sofrem de desnutrição grave, entre as quais 70.000 estão severamente desnutridas, precisando urgentemente de assistência.

A seca levou à propagação de diarreias agudas, de cólera e sarampo e cerca de 5,5 milhões de pessoas estão em risco de contrair doenças transmitidas pela água.

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