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Presidente do STIF : Se houvesse vontade política do governo de manter o Novo Banco poder-se-ia salvar os 60 postos de trabalho 13 Abril 2017

Acreditamos que se houvesse vontade política do governo de manter o Novo Banco, poder-se-ia, perfeitamente, salvar os 60 postos de trabalho, e obviamente, recapitalizando o Banco e introduzir medidas mais rigorosas e de responsabilização da gestão. Esta é a posição do Presidente do Sindicato das Instituições Financeiras (STIF), que apresenta, esta quinta-feira,13, ao Conselho da Administração do extinto banco, a sua proposta com vista à negociação para se indemnizar os 60 trabalhadores despedidos. Aníbal Borges fala ainda, na entrevista que se segue, do impacto negativo da medida que, segundo alerta, vai engrossar a bolsa do desemprego e da pobreza em Cabo Verde.

Presidente do STIF :   Se houvesse vontade política do governo de manter o Novo  Banco poder-se-ia  salvar os 60 postos de trabalho

.Em que pé se encontra o processo de negociação e despedimento dos 60 trabalhadores do extinto Novo Banco?

Neste momento, os trabalhadores foram notificados do despedimento, que decorrerá em 3 partidas, sendo que uma 1ª de 34 trabalhadores de diversas agências prevista para o dia 30 de Abril, a 2ª de 17 trabalhadores prevista para o dia 30 de Maio e a 3ª e última para os restantes, prevista para o dia 30 de Junho.

O STIF e os trabalhadores queriam que o governo acautelasse o futuro dos 60 trabalhadores, garantindo os seus posto de trabalho, seja no próprio Banco ou nas instituições accionistas, mas isso não foi possível e o Governo manteve a sua posição irreversível, de extinção do Banco, pelo que nos resta apenas negociar a base de indemnização dos trabalhadores.

Quando o processo será concluído?

Se as negociações decorrerem normalmente e houver entendimento entre as partes, no concernente às indemnizações devidas, pensamos que não deverá ultrapassar o dia 30 de Junho, que é a data da saída dos últimos trabalhadores do Banco.

Qual é a base de proposta de indemnização que o STIF vai levar à mesa de negociações?

Ainda não temos a proposta da Administração e nós já estamos a trabalhar a nossa proposta que faremos chegar à Administração o mais breve possível e provavelmente até amanhã (dia 13 de Abril corrente). Por isso, não gostaríamos de levar ao público esta proposta antes da sua apresentação à Administração que está conduzindo este processo.

Aliás, aguardamos também o pronunciamento da Direcção Geral do Trabalho (DGT) que, nos termos do Código laboral, deve apreciar os fundamentos do despedimento e a sua relevância relativamente ao número dos trabalhadores abrangidos, podendo determinar a audição do empregador, dos sindicatos representativos e outras entidades que julgar conveniente.

Que impacto esse despedimento de 60 trabalhares tem para seus familiares, instituição próxima ao sector financeiro e sociedade em geral?

O impacto é grande. Primeiro, são 60 trabalhadores e com eles mais 60 famílias, a engrossar a bolsa do desemprego e da pobreza. Segundo, pensamos que outras instituições que prestavam algum serviço ao Novo Banco irão perder o negócio que tinham com este Banco e eventualmente até despedir algum trabalhador.

A Sociedade em geral, as micro e pequenas empresas ficarão privados de um serviço que já vinham recebendo e quiçá uma ou outra micro ou pequena empresa, até poderá vir a extinguir-se e com ela levar ao desemprego os seus trabalhadores se não forem criadas ou activadas outras redes de crédito para suprir esta lacuna, que ficará com a saída do NB do sector financeiro.

Para o STIF podia-se optar por uma siada que não fosse o encerramento do Novo Banco?

Pensamos que sim, até porque segundo informações havia uma decisão dos accionistas do Novo banco, de injectarem mais capital no Banco, que diga-se de passagem, já vinha dando sinais de recuperação, com a nova Administração e que só não avançou mais, porque houve uma opção politica do novo governo de extinguir o Banco. Estamos perante uma opção politica do Governo que já assumiu publicamente que irá assumir as suas responsabilidades e assacar outras responsabilidades a quem de direito.

Portugal optou recentemente, com o actual governo, recapitalizar quatro bancos. Cabo Verde podia seguir um mesmo caminho, evitando lançar com a medida da resolução do Novo Banço lançar 60 trabalhadores no Desemprego?

São duas realidades e dois países com potencial económico e políticas diferentes, de modo que fazer a comparação das opções políticas de cada um dos Governos é complicada. Esta pergunta, cabe ao Governo respondê-la, mas pensamos que a resposta já foi dada pelo Governo. Mas acreditamos que se houvesse vontade politica do governo de manter o Banco, perfeitamente, poder-se-ia, salvar os 60 postos de trabalho, e obviamente, recapitalizando o Banco e introduzir medidas mais rigorosas e de responsabilização da gestão.

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