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Hospital de S.Filipe: Auxiliares de saúde protestam contra corte nos serviços de velas 17 Abril 2017

Um grupo de mais de 30 trabalhadores auxiliares do Hospital Regional do Fogo-Brava denuncia estar indignado com a recente medida de cortar os “serviços de velas” (horas extras) que vinha fazendo durante o primeiro período do dia. É que, segundo contestam, o Ministério das Finanças rejeitou pagar-lhes por estes serviços - com a excepção feita aos sábados, domingos e feriados - o que está a desmotivar o pessoal, pondo assim em causa o atendimento aos pacientes do mesmo estabelecimento.

Hospital de S.Filipe:  Auxiliares de saúde  protestam contra corte nos serviços de velas

Segundo paramos no local, esta medida de corte dos serviços de velas tem deixado os mais de 30 auxiliares de saúde daquele estabelecimento hospitalar descontentes. Estes denunciam o silêncio do administrador e do director do hospital regional, que não lhes sabem explicar os motivos que terão estrado na origem da tomada de tal decisão.

Conforme informações recolhidas, o grupo tomou o conhecimento dessa decisão na última reunião que teve com a direcção do Hospital, mas o colectivo alega que desconhece qualquer documento oficial que informa sobre a medida em causa. Por isso, o grupo dos 30 exulares de saúde diz ter ficado estupefacto com tal situação.

“Além do mais, estamos a trabalhar mais do que 12 horas por dia e, nem transporte há para nos levar de casa ao trabalho e vice-versa. Mas mais: muitos de nós estamos com férias acumuladas há mais de dois anos e ninguém nos dá cavaco sobre isso, como se nos tratassem de escravos”, aponta a porta-voz do grupo ouvido por este diário digital.

Corte de refeições e ameaça com manifestação

Uma outra inquietação desses funcionários hospitalares tem a ver com o corte das refeições que eram atribuídas aos médicos que trabalham em regime de sobrecarga. “Normalmente, os médicos que entram às 08:00 da manhã e saem às 20:00 horas têm direito ao almoço num dos restaurantes da Cidade de São Filipe, mas também deixaram de usufruir deste direito”, sublinham as nossas fontes.

O Asemanaonline está em condições de avançar que, neste momento, o Hospital de São Francisco de Assis dispõe de 07 médicos, 22 enfermeiros e 30 auxiliares para mais de 60 doentes internados. Para a mesma fonte, o grupo protestou contra a medida de corte nos serviços de velas por considerar que cada um deles aufere um ordenado irrisório (13.800 escudos) e isto está a desmotivar o colectivo, “o que poderá repercutir negativamente no atendimento aos pacientes”.

Diante de tudo isto, o grupo dos 30 funcionários pede a intervenção urgente do Governo no sentido de resolver os seus problemas, sob pena de todos eles partirem para outras formas de luta, designadamente o recurso à manifestação naquele estabelecimento de saúde da Região de Fogo e Brava.

Entretanto, este jornal tentou ouvir, por várias vezes, a Direcção e a Administração do Hospital Regional Fogo/Brava sobre os protestos em causa, mas tal foi impossível. Por isso, promete retomar essa matéria, caso a administração do referido estabelecimento venha a reagir sobre as reivindicações destes 30 funcionários de saúde da cidade de S. Filipe do Fogo.

Celso Lobo

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